Tag: Diversidade

  • Almoçando CORAGEM, jantando ESPERANÇA, uma reflexão sobre pansexualidade

    Almoçando CORAGEM, jantando ESPERANÇA, uma reflexão sobre pansexualidade

    Desde que recebi o convite para integrar o time de autores neste projeto, a frase “Almoçando coragem e jantando esperança” não sai da minha cabeça, então decidi fazer uma reflexão sobre pansexualidade.

    Muitas pessoas dizem que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, mas na correria algumas pessoas acabam não tendo tempo para tomar o café da manhã, por esse motivo considero o almoço como a refeição mais importante do dia e por isso o titulo.

    Infelizmente a realidade brasileira impede que muitas pessoas consigam ter essas duas refeições diariamente, mas é apenas uma metáfora. E pode apostar que voltaremos nesse tema da disparidade social por aqui.

    Os desafios para ser advogada /evolua.vc
    Uma reflexão sobre pansexualidade /evolua.vc
    /foto facebook pessoal

    Voltando ao assunto, tenho 34 anos, sou técnico em informática e bacharel em relações públicas, atuo em projetos de uma empresa de tecnologia no departamento de marketing. Sou homem pansexual, que cresceu em uma família religiosa e que recentemente, devido à quarentena, tem aprimorado suas habilidades de organização pessoal, intensificado uma reflexão sobre pansexualidade e lidado com meu projeto de auto amor e aceitação.

    Cresci em uma família maravilhosa mas que alguns assuntos não eram discutidos. Nenhum motivo aparente. Não havia uma proibição, mas eles nunca vieram à tona.

    A primeira e única conversa sobre sexo que tive com meu pai foi bem depois que perdi a virgindade e só aconteceu por MUITA insistência da minha mãe. Ele chamou meu irmão e eu para o quarto, fechou a porta, nos mandou sentar e disse:

    “É o seguinte, vocês já são homens feitos. Têm mãe e irmã. Não façam nada à uma mulher que não queiram que seja feito com elas! E usem camisinha

    Abriu a porta e saiu.

    Minha relação com meu pai durante anos foi quase inexistente, mas com o passar do tempo resolvemos isso e hoje ele é uma das pessoas que eu mais admiro em termos de integridade, amor ao próximo, caridade e cuidado com a família.

    Compartilho esse “episódio” para demonstrar como foi lidar com as reflexões, dúvidas e dores da minha sexualidade e do crescimento praticamente sozinho.

    Jean Cocteau /evolua.vc 1

    Nesse caminho encontrei um grupo de jovens que participei e trabalhei durante anos, falarei sobre isso numa próxima conversa, que foi um grande suporte e que me ajudou a estar aqui hoje fazendo uma reflexão sobre pansexualidade.

    Muito cedo criei uma ideia de que estava sozinho e que não havia quase ninguém por mim nesse mundo. Isso é assustador quando se é adolescente, principalmente quando cresce sendo xingado, apanha na escola e é extorquido para que não contem a seus pais que você é gay.

    Ralei bastante até aqui, na minha cabeça as outras pessoas eram melhores do que eu e se dariam bem com maior facilidade, pois não precisavam esconder quem eram e nem perder tempo se preocupando em engrossar a voz, como “andar sem rebolar” ou como se encaixar nas rodas de conversas sobre assuntos que não se interessavam, simplesmente para se sentir parte do grupo.

    Gabriela Augusto pela diversidade e inclusão

    Trabalhei muito, tanto a parte profissional, como a emocional, até atingir o patamar que estou hoje e poder sentir ORGULHO da pessoa que SOU.

    Ainda tenho muitos desafios.

    Mas, mesmo antes de estar passando 24h do dia comigo mesmo, já vinha num processo de me amar mais e de me voltar para meu crescimento interno.

    Comecei a fazer terapia há mais ou menos um ano (todo ser humano devia fazer, isso é sério!), tenho organizado momentos de descontração e conversas com amigas para lidar com tudo que estou vivendo durante esse momento triste de pandemia e isolamento social. Comecei a me cuidar mais fisicamente, a me exercitar para evitar problemas com sedentarismo.

    Precisamos falar sobre terapia /evolua.vc

    Todo esse processo para continuar progredindo e evoluindo, pede que almoce CORAGEM para seguir meus dias focado em meus propósitos pessoais e profissionais e que jante ESPERANÇA a cada noite após olhar para meu dia e avaliá-lo.

    A esperança não deposita a responsabilidade nos outros de que o futuro seja melhor que o presente. Ela alimenta a alma, te dando a força necessária para arregimentar sua coragem e botar a mão na massa para fazer sua parte.

    Nem sempre é fácil.

    Há dias em que não consigo ter as duas “refeições” como planejei ou dias em que o menu traz sentimentos diferentes dos que gostaria.

    Maturidade /evolua.vc

    Há dias que durmo com fome, mas também há dias que deito em júbilo, agradecendo o “menu certo” e me parabenizando pela escolha.

    Os fatores importantes que me levaram a entender o papel dessas “duas refeições” na minha vida foram estudar, me aceitar e principalmente entender que não há como falar de coragem sem aceitar a existência do medo.

    Encarar o medo com o máximo de naturalidade possível, me deixa mais forte e mais confiante para acertar na hora de pedir minhas refeições diárias.

    E você, qual cardápio escolheu hoje? Me conta ali nos comentários.

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  • A voz marcante de Gabriela Augusto pela diversidade e inclusão

    A voz marcante de Gabriela Augusto pela diversidade e inclusão

    Gabriela Augusto foi a 12° convidada para nossa roda de conversas, que abriu o mês de setembro falando sobre Diversidade e Inclusão.

    LIVE com Gabriela Augusto /evolua.vc

    Assista pelo instagram.

    Aos 25 anos, mulher trans, formada em direito e dona de uma voz marcante, Gabriela vem ganhando cada vez mais destaque e atenção de empresas e veículos de comunicação.

    Diretora da Transcendemos, empresa de consultoria que fundou com o objetivo de auxiliar negócios a se tornarem inclusivos. Tem como principal bandeira o valor que a diversidade e inclusão podem promover dentro do ambiente de trabalho.

    Transcender é ultrapassar barreiras

    Dentro do novo normal que vivemos, num momento ímpar na história da humanidade, falar sobre diversidade, inclusão, assédio e LGBTfobia, são pautas de fundamental importância para que possamos evoluir como sociedade, ultrapassando as barreiras impostas por anos de preconceitos e racismo.

    Essa preocupação não é de hoje, é uma luta de anos, no ano passado a principal novela brasileira, “A dona do pedaço”, trazia uma atriz trans Glamour Garcia, interpretando a personagem Britney, que acabou ganhando a atenção e o carinho do público.

    Glamour Garcia
    Glamour Garcia /instagram

    Entre as falas marcantes de Britney, selecionamos uma que evidencia o tamanho do preconceito que esse grupo enfrenta diariamente nas mais variadas situações:

    Não sou falsificada

    Sou mulher de verdade. Mulher suficiente para fazer qualquer homem cair aos meus pés.

    Pode parecer simples e até acabar passando despercebido por muitos, porém, quando ao se referir a uma mulher trans, é usado o adjetivo “mulher falsificada”, automaticamente se ofende e desnuda o quanto limitada uma sociedade se encontra quando o assunto é respeito a diversidade.

    Por outro lado contar com uma atriz trans na principal novela da maior emissora de televisão do país é abrir portas para o diálogo, para a conscientização e entendimento de que a diversidade e inclusão são infinitamente mais ricos que o preconceito.

    Precisamos falar sobre terapia /evolua.vc

    Ainda em 2019 uma iniciativa entre a P&G (Procter & Gamble) e o Facebook, juntou os principais nomes criativos da indústria de entretenimento do mundo para o Free the work, um projeto que busca construir um futuro inclusivo para a televisão, cinema e publicidade.

    O projeto já iniciou apresentando dados que revelam o quanto a desigualdade está inserida nos mais altos cargos criativos. Das mais de 100 produtoras analisadas nos EUA e Reino Unido, foram mapeados 2.279 cargos de direção nas duas nações, apenas 90 deles são ocupados por negros.

    O PODER DA DIVERSIDADE

    Diversidade significa qualidade do que é diverso, diferente, variado, referindo-se diretamente a diferença, multiplicidade. Se tornando quase impossível associar tais definições a algo negativo.

    Prova disso foi a Natura, que no último Dia dos Pais, liderou o topo das discussões sociais sobre diversidade e inclusão, após escolher Thammy Miranda, ator trans, para estampar uma das frentes de sua campanha para a data.

    A repercussão começou após essa publicação, no dia 23 de julho, com a hashtag #MeuPaiPresente, criada pela Natura.

    A discussão iniciou com ataques negativos por grupos radicais, porém horas depois uma enxurrada de positividade invadiu a internet, além das celebridades o público em massa abraçou a causa.

    Debates como esse são importantes para uma maior visibilidade sobre o tema, tornando o assunto pauta do novo normal e que abre portas para uma sociedade mais fraterna e igualitária.

    Jean Cocteau /evolua.vc 1

    Por entender a importância desse debate nossa primeira roda de conversas do mês de setembro, recebe Gabriela Augusto, que vem trazer luz a importância de falarmos constantemente sobre Diversidade e Inclusão.

    Assista pelo instagram ao bate-papo com Gabriela Augusto, sobre Diversidade e Inclusão.

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