Como morar nos EUA mudou minha vida

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Eu sou Marília Munhoz, completo vinte e cinco anos em poucos dias e quem venho me tornando nessa (não tão longa) jornada deixa meu coração feliz. Não só feliz por conquistar – com muito esforço – meus objetivos e morar nos EUA, mas por, durante o caminho, evoluir psicologicamente, socialmente, emocionalmente e espiritualmente.

Há pouco mais de três anos completei minha tão sonhada graduação em Jornalismo e preciso ser sincera, como esse momento me marcou! Foi a etapa em que mais me senti crescendo intelectualmente por todo o conhecimento compartilhado e adquirido. Foi onde abri minha caixa de Pandora de conceitos enraizados e deixei entrar a pluralidade de pontos de vista. Deixei fazer parte de mim aquilo que eu vi e ouvi, cada pessoa com quem eu aprendi.

Pessoalmente, acho que fui corajosa em admitir muitos dos meus preconceitos, me deixar vulnerável e deixar ser educada por aqueles que tinham a experiência de uma vida. Mas engana-se você que pensa que é fácil se desvencilhar do que sempre acreditou ser verdade. É muito difícil chegar à conclusão de que a nossa própria realidade é infinitamente limitada se comparada a bilhões de realidades vividas diariamente.

Ok. Completei minha graduação já muito orgulhosa de quem era aos 22 anos. Até eu embarcar, aproximadamente um ano depois, num avião para ir morar nos EUA.

Vista Rockefeller Center evolua.vc
Vista Rockefeller Center

Se você não sabe o que é choque de realidade tente se desafiar em algo completamente novo que te tira da zona de conforto no pontapé. Pois bem, foi essa a sensação que eu tive. Senti o impacto do chute assim que afivelei o cinto para decolar e perceber que não tinha mais volta. E não teve.

Ali naquele terminal eu deixei meus pais, minhas irmãs, minha família, meus amigos, meu gato, minhas roupas, minha comida, meu Português, parte da Marília que eu conhecia.

Mais uma vez, assim que me deparei com a nova realidade. Morar nos EUA me abriu para a desconstrução de muitos conceitos e construção de novos que, até hoje, não acredito ter sido capaz de assimilar tanta coisa.

E fui. E somos.

Hoje, há dois anos longe de casa, posso dizer que construí um lar interior onde habita minha família, amigos, meus orgulhos, minhas inseguranças, minhas conquistas e alegrias, minha saudade, minha fortaleza dentro de mim mesma. Tudo habita em paz na mais completa harmonia na maior parte do tempo (às vezes sai briga de ego, mas tudo certo).

Posso dizer que apenas recentemente alcancei um nível de maturidade muito interessante e isso me assusta até hoje. No dia em que somos capazes de olhar para si mesmos e escancarar pontos fracos para nos curarmos SOZINHOS, aí sim alcançamos um destino importante. O meu grita,

BEM VINDA À VIDA ADULTA.

Essa jornada é a mais perfeita roda gigante: quando se está no alto é preciso ter consciência e se preparar para o momento de estar no baixo. Quando no baixo se encontrar é obrigatório ter a certeza e tranquilidade de que o alto chegará novamente. Cíclico. Em ambas posições se perde e se ganha, mas estar a bordo da sua própria corrida é valioso e inigualável.

É sobre diferentes altos e baixos e os desafios de morar nos EUA que eu vou falar nesse espaço e espero, junto de vocês, criar uma comunidade forte de apoio às nossas rodas gigantes particulares. 

Vai ser um passeio lindo!

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