Até pode parecer impossível, na velocidade em que levamos nossas prioridades, mostra o quanto determinadoestamos.
Fiz questão de começar destacando a frase acima, de bate pronto é inspiradora, até que se analise o que está sendo dito e é aí começam os problemas. Micro decisões que desencadeiam uma imensidão de sentimentos.
A percepção do impossível, parte do medo da ruptura, do chacoalham que a vida pode dar. Velocidade nunca foi sinônimo de sucesso e sim de eficiência. Prioridade não tem plural! Determinação, isolada é tolice.
Às vezes uma frase eloquente pode esconder erros que a emoção encobre do contexto. Agora entender lhe possibilita escolher. Seguir lutando ou clicar em Esvaziar Pasta, o botão mais útil para vida?
Para usufruir melhor desse pensamento, é fundamental entender a palavra contexto, na enciclopédia livre encontra:
“circunstância em que se produz a mensagem”
Logo após entender, começamos a perceber que o ambiente influencia em uma tomada de decisão, em outras palavras, te força. Não precisa dispor de muito entendimento para saber que algo gerado a partir disso poderá resultar em problemas.
Nesse sentido, compreender é ato de bravura interna. O recomeçar assusta, não é prazeroso no curto prazo, seus benefícios só serão compreendidos por aqueles que se atrevem.
O filósofo Clóvis de Barros Filho, classifica esse ato como brio, pensar com responsabilidade. A inteligência é uma ferramenta eficiente, usá-la significa melhorar sua capacidade de pensamento, um exercício que precisa ser diário. Clique aqui e assista parte dessa aula.
Só quem observa uma manhã após dias nublados consegue enxergar novas cores. Olhar o nascer do sol pode ser muito simples para alguns, mas surpreendente para poucos.
Bem como repensar escolhas, admitir erros é o primeiro movimento do exercício para o pensamento analítico. Esse ajuste na interpretação de mundo te projeta para fora do problema e te coloca como leitor da história.
Dessa forma enquanto existe vida a transformação é possível, comece com um pequeno passo e registre o resultado desse ajuste. No cruzamento dessas informações encontra-se a nitidez da resposta e é esse o próximo assunto.
Os primeiros passos para começar a entender o poder das decisões começa com ações simples como acordar, abrir os olhos, desligar o despertador.
Levantar e analisar se está com fome ou não.
Decidido pelo café da manhã, é hora de resolver o que comer.
Em seguida vem as dúvidas sobre roupa, cabelo. Qual meia fica melhor com aquele sapato?
Tá tudo meio combinando ou tá uma zona?
Vai assim mesmo ou escolhe outra?
Tá frio, uma decisão. Calor? Outra.
Se inicia aí as pequenas decisões do dia a dia que fazemos no automático, sem nem se dar conta. Mas será que dá para transformar as grandes decisões em algo natural, sem sofrimento? Aquelas escolhas que podem mudar a nossa vida para sempre?
Talvez, se focarmos no que realmente importa.
É aqui que começa o poder das decisões. Li o livro Essencialismo do Greg Mckeown, achei bem interessante o conceito de “cortar a sobra”, aquilo que achamos dever acumular ao longo da vida mas, na verdade, não precisamos mais.
Vai muito além de coisas materiais
Saber dizer não para aquilo que em nada acrescentará à vida é muito importante. Você pode achar que consegue dar conta de tudo, mas a verdade é que não é possível abraçar o mundo.
Decisão acertada é trocar uma coisa por outra e não tentar resolver tudo de uma vez só. Ao invés de se perguntar como fazer para tudo acontecer, o melhor caminho para quem pensa no essencial é responder a uma diferente pergunta:
Qual problema resolverei primeiro?
Tem a ver com prioridade e a própria palavra define:
condição do que é primeiro em tempo, ordem, dignidade
A palavra prioridade só ganhou versão plural no século XVIII. Até então era uma só. Agora, a gente vive com uma lista imensa e para cada tópico uma decisão deve ser tomada até se sentir tão atolado que não consegue nem sair do lugar porque tudo parece importante.
Porém, quanto maior o número de escolhas que somos forçados a fazer, pior é a qualidade de cada uma delas. A verdade é que a maioria das coisas que achamos importantíssimas não passam de barulho para nos distrair do que realmente importa.
Mas ainda me pergunto como diferenciar o que é fundamental do não-essencial. Uma dica do livro que julguei pertinente é se fazer três perguntas quando se deparar com essa lista sem fim de prioridades:
1.
O que me inspira profundamente?
2.
Em que eu sou particularmente talentoso?
3.
O que vai de encontro a uma necessidade existente no mundo?
Respondida as 3 questões acima é hora do próximo passo,
Dizer NÃO!
E isso envolve TUDO que esteja fora de contexto, sem culpa, sabendo que está escolhendo o que realmente faz sentido para você.
Se ainda assim ficar na dúvida, sobra um derradeiro questionamento. Se a resposta para “devo fazer isso?” não é “claro que sim”, a resposta é não.
Faz todo o sentido para mim. Não estar completamente certo de uma escolha, sem certeza, ignorando sua voz interior esfrega o não com todas as letras e til na sua cara.
Sei que situações tem inúmeras variáveis, mas também acredito que pensar demais faz a gente enlouquecer. Então, simplificar a tomada de decisão com apenas duas objetivas respostas (claro que sim ou não) pode aliviar muita dor de cabeça futura.
Estou bem longe de viver uma vida essencialista. Ainda acumulo muitas coisas desnecessárias e decisões desimportantes.
Não preciso de todas as canetas que tenho no potinho na minha mesa, mas já não vejo sentido em acumular um monte de roupa inutilmente.
Focar no que é essencial traz paz
É um processo que requer esforço diário para conquistar a efetiva mudança. Possível se realmente estiver disposto a fazer diferentes escolhas para atingir resultados distintos.
Metade dos problemas da vida decorrem em dizer sim depressa demais e não dizer não cedo o bastante
John Billings
Para mim, o desafio está em descobrir quando é ‘depressa demais’ e ‘cedo o bastante’ e o seu, qual é? Comenta abaixo.
Toda vez que paro pra pensar na minha infância, me vem à cabeça que eu já era uma dançarina antes mesmo de aprender a andar. A importância da arte na vida de uma criança é como o ar é para respirar.
Luriê com 5 anos /arquivo pessoal
Lembro de ficar por horas e horas dançando e cantando o mais alto que podia ao som de qualquer música que estivesse tocando.
Mas eu só fui descobrir o quanto isso seria importante pra mim anos depois. Cresci mais um pouco e chegou o dia em que eu, meus pais e meu irmão nos mudamos para Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo.
Foi uma das maiores mudanças das nossas vidas, pois a rotina que costumávamos levar se transformou rapidamente e ficamos longe da maior parte da nossa família e amigos.
Confesso que foi muito difícil no começo, houve dificuldades financeiras, muita saudade, preocupações a todo momento, adaptação na escola nova, ufa!
Mas com o tempo, a confiança e união dentro da nossa casa, fomos dia após dia superando todos os desafios. Entre todas essas transformações, uma das mais singelas e mais significativas para mim foi com certeza o espaço que a gente agora tinha na nossa casa.
Só pra você entender, em São Paulo eu tinha um corredor estreito dentro do apartamento e então, na casa nova, me via diante de um quintal enorme onde eu podia correr, brincar e o mais importante, dançar! E entender a real importância da arte na vida de uma criança.
E então chegou o dia que definiu o resto da minha vida:
O circo chegou na cidade!
Eu nunca tinha ido em uma apresentação de nenhum segmento da arte, antes desse dia. E tudo o que eu posso dizer é que eu fiquei emocionada de ver o quanto o artista é especial, como é lindo ver a magia que ele possui de despertar as mais diversas sensações em um público, de encantar, de inspirar.
Voltei pra casa e comecei a estudar e tentar reproduzir o número de contorção que tinha visto.
Conectei a dança com a flexibilidade e posteriormente com o teatro, e essa se transformou na minha principal forma de expressão. Dancei por muito tempo por conta própria, comecei a treinar flexibilidade sozinha, depois surgiu a oportunidade de fazer aulas de circo, aulas e workshops de dança, aulas de teatro e assim foi e ainda é a cada dia que passa.
Graças à arte
Eu aprendi tanto sobre mim, sobre meu corpo, sobre o palco e sobre a vida. Coisas que jamais teria contato se não fosse toda essa influencia.
Com 228 votos a favor e 164 contra, pela primeira vez na história os EUA votam pelo FIM da proibição da Maconha e abraçam causa defendida pela maioria dos americanos. Uma grande vitória simbólica, isso porque para entrar em vigor precisa ser aprovada também no Senado.
Uma tendência que vem ganhando força ao redor do mundo e acontece dois dias após a ONU, retirar a Maconha da lista de drogas mais perigosas e reconhecem suas propriedades medicinais.
O próximo passo para os americanos é a votação do Senado, mesmo que seja barrada, o resultado de hoje trás a luz para uma importante reivindicação popular.
Só em 2020 quatro estados dos EUA votaram pelo FIM da proibição da Maconha: Arizona, Montana, New Jersey e Dakota do Sul. Elevando para 15 o número de estados americanos onde a erva é legal. O total somado é de 38 estados, mais da metade dos EUA, que permitem ao menos seu uso medicinal.
Uma mudança rápida
Há exata uma década, a Maconha recreativa era ilegal em todos os 50 estados. Enquanto no Brasil autoridades seguem ignorando uma reivindicação popular de anos.
Earl Blumenauer /foto oficial
Durante o debate no plenário da Câmara, onde EUA votou pelo FIM da proibição da Maconha que ocorreu na manhã dessa sexta-feira, o deputado Earl Blumenauer, democrata do Oregon, declarou:
Não estamos com pressa para legalizar a maconha. O povo americano já fez isso. Estamos aqui (…) pelos mais de 15 milhões de usuários em cada um de seus distritos
Seu discurso começou a ser compartilhado nas redes sociais, com legendas que trazem a parte final do discurso:
É hora do Congresso se apressar em fazer sua parte. Precisamos alcançar o resto do povo americano.
A votação histórica de hoje ocorre três meses depois da sua data oficinal, que era setembro, a alteraçãoaconteceu numa manobra dos líderes da Câmara para evitar que políticos usassem o tema como pauta nas eleições.
Entenda o Projeto de Lei
A Câmara dos EUA votou FIM da proibição da Maconha e proposta de lei aprovada hoje trás novas regras:
Remover a Maconha da lista de substâncias controladas, permitindo assim que cada estado regule como considerar adequado.
Elimina condenações anteriores por porte de Maconha.
Cria imposto federal sobre as vendas e sua arrecadação deve ser revertida para auxiliar comunidades que sofrem com a guerra contra o crime organizado.
Proíbe que Agências Governamentais usem Maconha como motivo para negar às pessoas moradias subsidiadas pelo governo federal.
proibicionismo e racismo contra mexicanos e negros nos EUA /Mino
Porém para entrar em vigor e tornar parte da rotina dos americanos é preciso passar pelo pesado crivo do Senado, ao que tudo indica deve ser barrada.
Em tempos de quarentena, muitas transformações silenciosas aconteceram. Na sua, na minha e na vida de todo o mundo. Quem é pai ou mãe, por exemplo, se deparou com novos desafios: retomar velhos conhecimentos para, quem diria, virar professor-titular do próprio filho, detalhes como esse estão impressos nas novas jornadas da paternidade.
Se você já estava acostumado a acompanhar um pouco os estudos de seu rebento, se já participava um pouco, se gostava de estudar na sua época de estudante mirim e se cultiva o hábito de pesquisar e revisar sobre coisas do seu trabalho ou do seu cotidiano, tudo flui melhor.
Mas para quem delegava 100% dos estudos da criançada para os educadores, as novas jornadas da paternidade resgatam o estudante que há dentro de cada um de nós.
As aulas online e as NUMEROSAS tarefas domiciliares
Pais e filhos se viram num desafio inusitado: conciliar o “novo normal”. E um elo importante na paternidade pode ter sido renovado. Eu e meu guri, por exemplo, entre alguns percalços, trilhamos um novo caminho na escrita.
Os desafios das aulas de português estavam se intensificando com as aulas online e as tarefas domiciliares, que eram numerosas. Consegui, o desafiando constantemente, a pegar gosto por escrever, assim como eu.
No início não foi fácil
A tentação de dar “mais do que um empurrãozinho” era grande, aquela ajuda que te transforma em coautor. Mas para fomentar um pequeno futuro escritor, jamais se faz o trabalho duro pelo próprio.
Quem escreve, seja redator publicitário, como eu, webwriter, escritor, cronista ou jornalista, já está acostumado com bloqueios criativos e se deparar com incógnitas sobre por onde começar, sobre abordagens, estilísticas e tons.
Mas para um guri o vulto da inspiração é assustador.
Daniel e Pedro Wagner /foto facebook
Foram algumas horas fornecendo insights e técnicas para brotar o contador de histórias que existe dentro de cada um.
E olha só que amor este pequeno texto que meu filho criou sozinho:
Era um belo dia para passear
mas não podia
tinha que se isolar.
Eu queria muito muito mesmo brincar e pular
mas não podia
tinha que se isolar.
E quando eu fui olhar a janela de casa
tinha uma lebre e uma tartaruga a cantar
eu queria ir lá
mas não podia
tinha que se isolar.
E se não obedecesse
ia pegar uma coisa muito estranha
mas sem mais delongas
vou contar o que era
o nome era covid-19
era a explicação
porque tinha de se isolar.
ai ai
agora sim senhor
essa história acaba
mas para quem fica aí na plateia
só esperando o show acabar
tem mais cem horas para lhe contar.
Por Pedro Wagner
Mais do que um texto bonitinho
Ele já sabe escrever pequenas crônicas sobre a vida. Deixou um pai super orgulhoso, ainda mais que meu papel não tenha sido maior do que sugerir uma ou duas vírgulas e esclarecer qual era a grafia correta para “covid-19”.
CONCENTRAÇÃO em tempos de Pandemia
Para eu, que estava acostumado a tardes regadas a café, com muita produção no home office, novos paradigmas se criaram: agora era necessário conseguir altos níveis de concentração não mais ouvindo a playlist predileta, mas assistindo e ouvindo o irmão do jorel, o clarêncio e o gumball. Essas são apenas algumas das novas jornadas da paternidade.
O trabalho era frequentemente interrompido para a feitura de lanches, partidas de videogame, lutinhas e pequenas aulas sobre matemática, português, geografia, história, artes e música. Tocar escaleta, assistir às aulas do professor Peninha, dividir a mesa de trabalho.
É desafiante, mas também é muito fofo trabalhar entre abraços, com seu pequeno correndo e pulando dentro de casa o tempo inteiro.
A tentativa de gastar a energia do auge dos 9 anos para um guri que costumava passar horas a fio jogando bola na pracinha, pelo menos uma vez por semana, é completamente compreensível. A necessidade de movimento é inerente.
Home office nível HARD
São novos desafios para quem não mais divide as tardes com seus projetos apenas, mas com a existência dinâmica de uma nova vida que define os padrões do futuro.
Espero que, como pai, na humildade de meus ensinamentos, possa moldar um futuro ser humano que curta documentários, cultivar o conhecimento, a escrita, uns bons games, a leitura, a saber se divertir em suas próprias jornadas de produção intelectual.
E que saiba também gostar de música clássica, de verocai, iron maiden, pink floyd, jazz, rock e de manter sempre no auge a alegria de viver e quiçá, de empreender.
O redescobrir-se como um pai
O reencontro com si mesmo talvez não seja tão árduo para quem já está acostumado com o home office, mas para quem passa não só as manhãs e as noites com seu filho, também as tardes, pode ser uma jornada rica, desafiante e engrandecedora tanto para você, quanto para o pequeno humano que se desenvolve.
nota do editor. Enquanto trabalhava na publicação desse artigo, me deixei embalar pelas melodias da música acima.
Inicio dizendo que indícios sempre existiram, minha reinvenção durante a pandemia só não aconteceu antes por falta de maturidade para interpretar meu próprio comportamento, entender meu inconsciente e enxergar os motivos reais por trás daquela inquietude.
Tive meu primeiro emprego aos 14 anos. Eu já perdi a conta de quantos lugares já trabalhei, para quantas empresas prestei serviço, quantos bicos que depois da faculdade aprendi que se chamava “freelas”.
Tanta diversidade no currículo me gerou muita frustração, das inúmeras oportunidades que tive apenas duas duraram mais de 1 ano. Por conta disso coleciono frases como:
Ninguém trabalha porque gosta, tem que trabalhar e ponto
Pare de mudar de ideia a todo momento
É preciso aprender a engolir sapos
Você precisa aguentar mais
Tenha mais paciência
Verdadeiros mantras de autossabotagem, que minha reinvenção durante a pandemia me fez sacar esses gatilhos.
A cada oportunidade que surgia, sentia uma sensação que gritava do peito: “DESSA VEZ VAIII”, criando uma empolgação interna que ao longo dos meses e da rotina ia se apagando dia após dia e tudo se resumia naquela sensação de “tô empurrando a vida com a barriga”.
Mas um detalhe quero destacar, nunca fui demitida. Todas as vezes que me sentia angustiada num trabalho, me demitia e tentava “recomeçar”, seja em um novo emprego, área, função ou cidade.
Frustrações à parte, resolvi buscar uma reinvenção durante a pandemia, refletir melhor e tentar entender o real motivo dessas situações repetidas vezes, foi a partir daí que comecei a me entender e enxergar uma luz em meio a tanta escuridão.
Afinal, qual era o meu problema?
Entender meus valores, princípios, crenças, medos, anseios e bloqueios era o primeiro passo a ser dado para essa caminhada. Estudei muito, tive novas experiências profissionais e busquei aprender um pouco mais de cada área que atuei.
Só no ano passado, 2019, que decidi começar a trabalhar como autônoma e mesmo assim, lá no fundo sentia uma angústia interna e não entendia o real motivo.
A situação era completamente diferente das outras que havia vivido, estava trabalhando com o que gostava, no meu tempo e não me sentia completa.
Aceitava todos os tipos de trabalhos, fazia força para tirar do papel projetos pessoais antes deixados pela metade, participei de entrevistas de emprego e processos seletivos para tentar fazer a conta fechar ao final de cada mês.
Na verdade era uma verdadeira corrida contra o tempo e não me dava conta disso. Até que chegou 2020, junto com o novo ano recebemos de bônus a pandemia e o isolamento social, ingredientes suficientes para atingir ao ápice da minha TAG (transtorno de ansiedade generalizada), foi quando vivi meu pico de desespero.
Foi nesse momento que decidi buscar ajuda e começar uma terapia. Algumas sessões depois foi que entendi que minha reinvenção durante a pandemia era mais que necessária.
A partir desse instante comecei a entender que não me encaixava nos padrões já predeterminados e não havia nada de errado com isso.
Entendi que vender meu tempo e não meu talento era sim uma opção. Que não recusar trabalho e colocar metas com o único objetivo de fechar a conta ao final do mês era o que mais me esgotava psicologicamente.
Ao perceber esse detalhe, tudo ficou mais claro
O caminho para a realização profissional estava na minha frente e era completamente oposto ao que sempre me contaram. Foi nesse momento que reunir energias e comecei a construir novas possibilidades.
Ignorar padrões pré determinados e usar meu instinto para me completar como pessoa era sim uma opção e nesse momento minha prioridade.
Minha reinvenção durante a pandemia esclareceu que nesse processo não cabe atender as expectativas de ninguém, somente as que me importa.
Foi então que dei início a mais um ciclo em minha vida, com tempo suficiente para fazer o que amo.
Me aceitando mais, entendendo que tenho limites e pontos a serem melhorados, confesso que nunca me senti tão aliviada. Descobri que nesse caminho
Sou capaz de atingir meus objetivos
todos os dias. Sem culpa, pois só agora consegui entender que ser assim não é um problema.
É minha melhor solução. Vem comigo nessa redescoberta?
Desde que recebi o convite para integrar o time de autores neste projeto, a frase “Almoçando coragem e jantando esperança” não sai da minha cabeça, então decidi fazer uma reflexão sobre pansexualidade.
Muitas pessoas dizem que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, mas na correria algumas pessoas acabam não tendo tempo para tomar o café da manhã, por esse motivo considero o almoço como a refeição mais importante do dia e por isso o titulo.
Infelizmente a realidade brasileira impede que muitas pessoas consigam ter essas duas refeições diariamente, mas é apenas uma metáfora. E pode apostar que voltaremos nesse tema da disparidade social por aqui.
/foto facebook pessoal
Voltando ao assunto, tenho 34 anos, sou técnico em informática e bacharel em relações públicas, atuo em projetos de uma empresa de tecnologia no departamento de marketing. Sou homem pansexual, que cresceu em uma família religiosa e que recentemente, devido à quarentena, tem aprimorado suas habilidades de organização pessoal, intensificado uma reflexão sobre pansexualidade e lidado com meu projeto de auto amor e aceitação.
Cresci em uma família maravilhosa mas que alguns assuntos não eram discutidos. Nenhum motivo aparente. Não havia uma proibição, mas eles nunca vieram à tona.
A primeira e única conversa sobre sexo que tive com meu pai foi bem depois que perdi a virgindade e só aconteceu por MUITA insistência da minha mãe. Ele chamou meu irmão e eu para o quarto, fechou a porta, nos mandou sentar e disse:
“É o seguinte, vocês já são homens feitos. Têm mãe e irmã. Não façam nada à uma mulher que não queiram que seja feito com elas! E usem camisinha“
Abriu a porta e saiu.
Minha relação com meu pai durante anos foi quase inexistente, mas com o passar do tempo resolvemos isso e hoje ele é uma das pessoas que eu mais admiro em termos de integridade, amor ao próximo, caridade e cuidado com a família.
Compartilho esse “episódio” para demonstrar como foi lidar com as reflexões, dúvidas e dores da minha sexualidade e do crescimento praticamente sozinho.
Nesse caminho encontrei um grupo de jovens que participei e trabalhei durante anos, falarei sobre isso numa próxima conversa, que foi um grande suporte e que me ajudou a estar aqui hoje fazendo uma reflexão sobre pansexualidade.
Muito cedo criei uma ideia de que estava sozinho e que não havia quase ninguém por mim nesse mundo. Isso é assustador quando se é adolescente, principalmente quando cresce sendo xingado, apanha na escola e é extorquido para que não contem a seus pais que você é gay.
Ralei bastante até aqui, na minha cabeça as outras pessoas eram melhores do que eu e se dariam bem com maior facilidade, pois não precisavam esconder quem eram e nem perder tempo se preocupando em engrossar a voz, como “andar sem rebolar” ou como se encaixar nas rodas de conversas sobre assuntos que não se interessavam, simplesmente para se sentir parte do grupo.
Trabalhei muito, tanto a parte profissional, como a emocional, até atingir o patamar que estou hoje e poder sentir ORGULHO da pessoa que SOU.
Ainda tenho muitos desafios.
Mas, mesmo antes de estar passando 24h do dia comigo mesmo, já vinha num processo de me amar mais e de me voltar para meu crescimento interno.
Comecei a fazer terapia há mais ou menos um ano (todo ser humano devia fazer, isso é sério!), tenho organizado momentos de descontração e conversas com amigas para lidar com tudo que estou vivendo durante esse momento triste de pandemia e isolamento social. Comecei a me cuidar mais fisicamente, a me exercitar para evitar problemas com sedentarismo.
Todo esse processo para continuar progredindo e evoluindo, pede que almoce CORAGEM para seguir meus dias focado em meus propósitos pessoais e profissionais e que jante ESPERANÇA a cada noite após olhar para meu dia e avaliá-lo.
A esperança não deposita a responsabilidade nos outros de que o futuro seja melhor que o presente. Ela alimenta a alma, te dando a força necessária para arregimentar sua coragem e botar a mão na massa para fazer sua parte.
Nem sempre é fácil.
Há dias em que não consigo ter as duas “refeições” como planejei ou dias em que o menu traz sentimentos diferentes dos que gostaria.
Há dias que durmo com fome, mas também há dias que deito em júbilo, agradecendo o “menu certo” e me parabenizando pela escolha.
Os fatores importantes que me levaram a entender o papel dessas “duas refeições” na minha vida foram estudar, me aceitar e principalmente entender que não há como falar de coragem sem aceitar a existência do medo.
Encarar o medo com o máximo de naturalidade possível, me deixa mais forte e mais confiante para acertar na hora de pedir minhas refeições diárias.
E você, qual cardápio escolheu hoje? Me conta ali nos comentários.
Recentemente a ONU – Organização das Nações Unidas, fomentou um debate com especialistas para discutir os desafios do adolescente durante a pandemia.
Ansiedade e saúde mental foram os pontos mais debatidos, que considerou dados de uma pesquisa feita com adolescentes com idade entre 15 e 18 anos que relataram sentir insegurança em relação à COVID-19.
Entre os dados, 80% dos que responderam a pesquisa revelaram preocupações com a própria saúde e da família, já 61% afirmaram insegurança com o futuro.
/foto facebook pessoal
Me chamo Maria Clara e decidi fazer parte desse projeto pensando em gerar reflexão sobre os mais variados temas que rodeiam minha vida, o mais atual deles, os desafios do adolescente durante a pandemia e o isolamento social, direcionado diretamente para o público no qual me encaixo.
Uma coisa que com certeza ninguém esperava, a pandemia impactou diretamente a vida de todos a minha volta. Antes dela vivia uma vida normal de adolescente de 14 anos, quando do dia para noite fui surpreendida por uma avalanche de incertezas.
A rotina de uma adolescente durante a pandemia
Minha rotina não tem sido nada fácil, todos os dias seguia um roteiro que agora foi proibido. Me sinto perdida no tempo, porque imagina, você está vivendo sua vida normalmente e algo totalmente inesperado acontece, sem mal saber o que fazer, tudo a minha volta foi alterado.
Acordar, ir a aula, ver amigos, voltar pra casa, sair, nada disso mais faz parte da minha vida. Agora as palavras do novo normal são:
Estar online
EAD
Classroom
Google Meet
Se você é estudante como eu, sabe muito bem o que essas palavras significam.
Uma verdadeira readaptação da noite para o dia, os desafios dos adolescentes durante a pandemia pode até parecer simples, mas as dúvidas e opressão que sofremos, resultado do isolamento social estão longe de serem simples.
Nosso momento
Não está sendo fácil para ninguém, certamente, mas ter esperança é preciso. Sinto que esse é o melhor momento para refletir sobre a vida e sobre nós mesmos. Aprendi que se reinventar e dar meu melhor é o mínimo que posso fazer, porque acredite, quando tudo isso acabar certamente me tornei uma pessoa melhor.
Tenho aprendido coisas importantes, que talvez não tivesse aprendido se não fosse todos os desafios pelo qual estou passando durante essa pandemia. Os exemplos são muitos, dar valor as pequenas conquistas e momentos.
Nossas escolhas nos tornam quem somos e quem seremos no futuro.
Sonhar é o que mais tenho feito, me projetar no futuro que almejo e não no que está acontecendo, infelizmente nem todos são o que parecem ser e que ter rumo, evita que acabemos presos no mesmo obstáculo repetidas vezes, por nos limitarmos.
Os desafios do adolescente durante a pandemia, o isolamento social em si tem sido um desses obstáculos e vejo a minha volta que muitos tem parado nele e isso me preocupa, não se pode deixar abater.
Faça desse o seu momento.
ENFRENTE O MEDO!
Não desista por medo ou por quê algo saiu errado, persista! Só assim chegará ao futuro desejado. Independente do que esteja acontecendo a sua volta, reflita e dê seu ponto de vista para cada ato cometido, dessa forma verá que o medo que te impede será a cada novo dia, superado.
O medo determina limites para que não possa ultrapassá-los, mas em meio a tantas dúvidas, uma coisa tenho certeza, já passou da hora desses limites não existirem mais.
Desejar ser advogada aos 25 anos, pode parecer simplista demais, porém carreguei comigo esse sonho por muitos anos e desde muito nova já entendia a importância das mudanças, tanto internas, como na vida.
Acredito que se permitir e buscar nas pequenas conquistas tornar nossa vida melhor e o resultado é sempre positivo, independente do ângulo que escolhe olhar, a transformação acontece a todo momento à nossa volta.
Há sete anos, em 2014, tomei uma decisão que me trouxe para o lugar que hoje estou. Cursar a faculdade de Direito e canalizar meu desejo de contribuir para uma sociedade melhor me impulsionou. Ser advogada ampliou minhas possibilidades, abriu portas e inúmeras oportunidades.
Mas se engana quem acredita que o caminho até aqui percorrido foi fácil e tranquilo. Foram cinco anos de graduação que me fizeram repensar atitudes, organizar minha vida de maneira que jamais havia imaginado.
Entre os inúmeros desafios, o que mais marcou profundamente essa fase em minha vida, sem dúvidas nenhuma, foi a partida precoce do meu pai.
Pai /acervo pessoal
Me lembro como se fosse hoje, estava no quarto ano do curso de direito. Meu pai era meu MAIOR entusiasta, aquele que na arquibancada da vida vibrava com cada pequena conquista, era o que mais torcia por mim, chegando a desejar a conquista desse diploma muito mais que eu mesma.
A partir desse momento ser advogada se tornou meu principal objetivo, exercer a carreira jurídica é para mim garantir que o sonho do meu pai possa me transformar e transformar as pessoas que através do meu trabalho, possa vir ajudar.
Infelizmente ele não pode estar presente fisicamente para brindar comigo a conquista deste sonho, mas, se por um lado sua partida deixou um vazio e uma saudade irreparável, por outro me deu a coragem necessária para superar os desafios dessa caminhada.
Entre estágios em órgãos públicos, participação por dois anos no Centro Acadêmico, viagens necessárias, contato diariamente com professores e autoridades do meio jurídico corroboram na construção da profissão que hoje exerço.
Brasília /acervo pessoal
Ser mulher, do interior e sonhar em ser advogada não foi uma tarefa simples, assim como grande parte da população brasileira, enfrentei várias dificuldades financeiras para arcar com as mensalidades do curso e poder concluir minha graduação em direito.
Além de cumprir os estágios obrigatórios para conclusão do curso, trabalhava com revenda de produtos dos mais variados tipos. Todas as noites, ia à pé para a faculdade.
Num braço, cadernos e livros, no outro uma sacola enorme
Nela trazia lingeries, bijuterias, semijóias e o que mais pudesse oferecer para minhas colegas de sala. Foi a forma que encontrei de tornar meu curso viável e por mais difícil que possa parecer, não me deixava abater.
Falava com todas as meninas possíveis, seja durante os intervalos ou entre as aulas, tudo para no final do mês, garantir o dinheiro necessário para arcar com a mensalidade da minha faculdade de direito.
No coração um sonho
E após muito estudo, noites em claro, anos de dedicação obtive a tão sonhada aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil e finalmente, estava apta a ser advogada.
Objetivo atingido.
Dia da colação de grau /acervo pessoal
Olhando hoje para toda essa trajetória, a cada desafio superado vejo quanto significado ficou impresso em cada fase, acreditar em nossos sonhos e seguir sem ceder a dificuldades momentâneas é uma escolha.
Demore o tempo que for para decidir o que você quer da vida e depois que decidir não recue ante nenhum pretexto, porque o mundo tentará te dissuadir
Friedrich Nietzsche
Atualmente meus desafios são outros, um deles é viabilizar de forma simples, direta e descomplicada que conteúdo jurídico de orientação cheguem às pessoas, a fim de que TODOS saibam que leis são as armas de um povo e é essencial conhecê-las.
E essa será minha contribuição aqui, vamos juntos nessa jornada?
Tudo ao mesmo tempo, lidar com opinião, desafio e ansiedade durante a quarentena costuma não ser muito saudável, porém, é algo presente e inserido nesse momento que vivemos.
Mas temos que concordar, tanto eu quanto você não deveríamos nos importar tanto, só se vive uma vez e carregar a angústia de não ter tentado é algo que não devemos levar na bagagem.
Há tempo que escrevo e apago, começo e não termino.
Efeitos da primeira quarentena vivida, que veio para me ensinar a lidar com opinião, desafio e ansiedade durante a quarentena. Já li e ouvi sobre desânimo, angústia e mais meia dúzia de adjetivos.
Pode até ser o medo de não agradar, o medo de não ser aceita, o medo da insegurança, de fazer o máximo e mesmo assim não atingir a expectativa alheia.
E veja bem, não sou apenas eu.
Desde o início de tudo isso lidar com opinião, desafio e ansiedade durante a quarentena que tomou de assalto o planeta inteiro, logo no primeiro mês do ano ouço quase que diariamente pessoas relatando suas sensações.
Medo
Desânimo
Insegurança
Receio que o pior está por vir. As vezes tenho a impressão que estão nos cercando de inseguranças.
Os jornais relatam, os amigos compartilham e a ansiedade aumenta. Se tudo isso não fosse suficiente, estamos imersos num nevoeiro de incertezas, a vontade de superar essa fase parece que grita meio que discretamente, redundante, mas:
APOSTO que já sentiu essa sensação?
Num momento como esse, querer fazer o melhor é o que mais desejamos, porém, nos deparar com opinião, desafios e ansiedade, fazem com que percamos boa parte da energia necessária para sua real execução e sinceramente?
Não existe nada de errado nisso.
Temos quase que por instinto achar que precisamos da aprovação alheia, essa vontade de sempre acertar e agradar aqueles que estão à nossa volta, usando esse resultado como termômetro para medir o nível de sucesso obtido em determinada fase da vida, cansa!
E não, não estou dizendo que pouco importa a opinião alheia.
Porém agir apenas sobre o consentimento do outro nunca foi fórmula de sucesso. As maiores inovações da história nasceram do descontentamento, da ousadia de se fazer diferente.
Quero dizer que, colocar nossos valores na mão do outro pode gerar respostas que não esperamos. Mas precisa ser encarado como fator natural da ousadia que é viver.
Pessoas são múltiplas e diversas.
O que pra mim pode ser legal, para o outro pode ser um tédio na mesma medida. Pensar diferente aguça a curiosidade de tentar interpretar o mundo pela ótica alheia.
Meus valores são responsabilidade minha.
Deixar que a opinião, os desafios e a ansiedade alheio mude nossa essência pode gerar frustrações futuras irreparáveis. Até porque, o que falam ou pensam sobre você é algo que foge ao controle.
Uma análise detalhada sobre quem realmente sou e onde desejo chegar tem me auxiliado a buscar minha melhor versão, fazendo mais por mim e menos pelo que irão pensar ou falar sobre isso.
Reflita sobre isso e me conte sua opinião?
Assim, termino minha primeira contribuição aqui, talvez tenha te agradado ou não, mas com TODA certeza, me agradei!