Categoria: Escolha do Editor

  • Partiu intercâmbio

    Partiu intercâmbio

    Buscar novos horizontes desde muito cedo estão impressos na minha vida. Mas minha última experiência em sair da zona de conforto me trouxe a nove mil quilômetros de casa.

    Tudo começou em setembro de 2019

    Acordei inquieta, me olhei no espelho e decidi que era o momento de mudar minha vida da água pro vinho. Partiu intercâmbio, foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça. Mudar de país sempre esteve nos meus planos, isso já havia passado inúmeras vezes pela minha cabeça, mas nunca achei ser possível.

    Receio, insegurança, condição financeira, tudo isso martelava frequentemente sempre que imaginava a possibilidade dessa mudança. Mas dessa vez foi diferente, senti brotar uma força interna que não havia vivido até então.

    Não falei sobre com ninguém.

    Estudei as possibilidade, fiz contas, contei e recontei cada centavo. Fiz um verdadeiro check list de passos necessários para atingir meu objetivo. Corri para resolver o que era necessário, pesquisei, conversei com inúmeras pessoas.

    Me preparei psicologicamente.

    Abracei aqueles que amo, viajei muito sozinha e com minha família, fiz uma cirurgia, terminei todos os meu projetos pendentes e no dia 31 de janeiro desse ano, partiu intercâmbio e lá estava eu atravessando o Atlântico!

    31 de janeiro desse ano /evolua.vc
    foto arquivo pessoal

    Foram 15 horas de viagem.

    Quando acordei e vi lá de cima a Piccadilly Circus, uma rua em Londres famosa por seus telões gigantes, conhecida mundialmente como a “Times Square Europeia”, foi aí que pela primeira vez na vida eu senti:

    Cheguei até aqui, o sonho se torna realidade.

    Agora sou eu por eu mesma.

    Carmyn em Londres /evolua.vc
    Westminster Cathedral – Londres /foto facebook

    E desde então tem sido um dia após o outro de desafios a serem superados. Na verdade minha vida inteira passou por mudanças, hábitos, escolhas, amizades e até o cabelo resolvi mudar!

    Confesso que em determinados momentos bate um certo desespero, sozinha em um lugar completamente diferente. Quando essa sensação chega, procuro olhar para trás e relembrar toda a trajetória que me trouxe até aqui, reflito, agradeço e continuo acreditando no meu objetivo, sem pressa.

    31 de janeiro desse ano /evolua.vc
    /foto facebook

    Porque não importa o tamanho da mudança, seja uma mudança de país ou de hábito, se aconteceu, ela já está nos transformando em uma versão melhorada de nós mesmos. Que até então era impossível.

    É surpreendente.

    É sobre todo esse desconforto que mudanças geram que irei conversar por aqui. O que eu estou fazendo e como estou passando por uma pandemia do outro lado do mundo que contarei numa próxima!

    E ai, partiu intercâmbio? Embarque comigo nessa jornada.

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  • Gravidez – Qual sua definição de milagre?

    Gravidez – Qual sua definição de milagre?

    Pode parecer clichê, que recebida em hora errada causa até certa revolta em quem ainda não compreendeu o real sentido e as dificuldades que passamos durante a vida e principalmente na gravidez, entendo tudo isso como amadurecimento.

    Há pouco tempo ainda era uma pessoa, imediatista e impulsiva. Muito focada. Acreditava que parar para dar atenção aos meus sonhos era perda de tempo. Até que a vida me ensinou a parar a força.

    Dentro do “emprego dos sonhos”, me esforçava a ponto de esgotar todas as minhas energias para desempenhar muito mais do que as funções que correspondiam ao meu cargo, atendendo assim às exigências de um gestor machista e ambicioso, que colocava suas metas acima de qualquer valor.

    Dentro desse ciclo de renovação, desgaste físico e psicológico, tive ao meu lado um parceiro com quem compartilho um relacionamento estável e feliz. Esse último detalhe vem fazendo total diferença na minha vida.

    Rafael e Ludymila Kage /evolua.vc
    Rafael e Ludymila Kage /foto facebook

    Se para cada vez mais mulheres ser independente emocionalmente é mantra. Para minha vida contar com um parceiro ao lado, que apoie e de suporte nessa caminhada tem sido um aprendizado gratificante e complementar.

    Em meio a toda essa rotina, tive minha primeira gravidez.

    Comemorei a notícia, brindei a nova fase que se iniciava e a vida que pela primeira vez começava a brotar em mim. Mal tive tempo de curtir esse momento, quando me deparei com um dos primeiros choque de realidade, me acabei em lágrimas.

    Chorei a perda dias depois. Parei pela primeira vez.

    Me falta palavra para descrever a dor de perder um filho e não importa o tempo em que ele esteve comigo. Dói com uma intensidade absurdamente letal, apenas sendo mãe para entender.

    Vi escoar minha alegria e sonhos. Desabei em lágrimas.

    Poucos dias depois.

    Apavorada pela cobrança, pelos julgamentos e medo de perder ainda mais. Refém dessa realidade, retomei minhas atividades com um desejo absurdo de fazer o máximo possível para ocupar meus pensamentos.

    Deixei a dor de lado, mesmo isso custando um esforço surreal.

    Meses depois, uma notícia me fez brilhar novamente. Engravidei pela segunda vez. Uma mistura de euforia e incertezas se apossou do meu corpo e alma.

    A insegurança da gravidez anterior ainda era fresca e dolorosa em minhas lembranças. Mergulhada em pressão e obrigações que havia assumido, vi aquele mesmo capítulo anterior ser reprisado em minha vida.

    Por momentos pensei, é um castigo?

    Duvidei da minha capacidade. Assisti uma angústia travestida de esperança acompanhando diariamente os batimentos cardíacos daquele pequeno que crescia em meu ventre, diminuir dia após dia.

    Até pararem de vez.

    Precisamos tirá-lo, disse o médico.

    Uma angustia sufocante.

    Mesmo tendo ciência da pequena chance de ter uma gestação segura, me recusava entender o porquê de tamanha desilusão seguida. Por inúmeras vezes pensei que não seria capaz de suportar tamanha dor.

    E não suportei. Parei pela segunda vez.

    Julgamentos, cobranças e a dor que dilacerava, me fez acreditar que não poderia viver o luto. Era preciso tocar a vida, ser fraca não me soava familiar.

    E tentei.

    Mas aceitar que parar era a decisão mais correta a se fazer, mesmo todos dizendo o contrário. Esse desejo GRITOU dentro de mim. Longe de tudo que me fazia mal, busquei auto conhecimento.

    Encontrei respostas para muitas incertezas.

    Relações tóxicas adoecem alma e corpo.

    Foi uma fase longa e dolorosa, um período difícil de aceitar, inúmeras terapias, fé e tempo! Quando aprendemos a nos conhecer melhor, começamos a encontrar respostas para a vida, internamente.

    Precisamos falar sobre terapia /evolua.vc

    Leia essa conversa aqui.

    Agora te pergunto, qual sua definição de milagre?

    O tempo passou e quando menos imaginei, sem planejamento prévio.

    Engravidei pela terceira vez.

    No instante da descoberta fui invadida por uma alegria, seguida de medo e incertezas. Uma terceira perda não seria algo simples de ser digerido psicologicamente.

    O medo foi presente.

    Mas com informação, cuidado, paciência e valorizando a saúde mental e do corpo, dei a luz a gêmeas. Consideradas pela equipe médica, um milagre. Momento indescritível, em simples palavras, uma mistura de entusiasmo, gratidão que superabunda, se torna IMENSAMENTE MAIOR que eu.

    Mãe de gêmeas /evolua.vc
    Mãe de gêmeas Ludymila Kage /foto facebook

    Quando menos esperava, tive meus dois anjinhos comigo novamente. Frutos de uma gravidez inesperada e gemelar. Gêmeas idênticas. Quando todos diziam o contrário, o impossível se transcendeu em possível, tão rápido e transformador que posso afirmar com segurança, graças a essas experiências e a tudo que vivi, hoje sou uma pessoa melhor.

    São conversas sobre o milagre de ser mãe de gêmeas que falarei por aqui. Se esse for seu proposito, puxa uma cadeira, sirva-se um vinho e vem comigo. Aproveito para te convidar a conhecer meu projeto pessoal no youtube.

    Aprenda a ouvir a voz do coração.

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  • Precisamos falar sobre terapia

    Precisamos falar sobre terapia

    Você ir lá, descarregar seus problemas nos ombros de um desconhecido por uma hora e ir embora. Conversa com um amigo, pô! Nunca entendi a eficácia quando era mais jovem, mas agora começo a entender a importância de se falar sobre terapia.

    Me lembro de ir a uma sessão em família quando era muito jovem, pré-adolescente. Era para ajudar a minha irmã que sofria de distúrbio bipolar. Entrei no consultório com meus pais, minha irmã e a terapeuta.

    Até hoje não lembro o que foi dito, mas devo ter ficado lá por cinco minutos quando foi me perguntada a primeira coisa. Eu disparei a chorar copiosamente e nunca mais voltei. Disse que não era para mim. Não conseguia. Talvez isso fosse um sinal de que algo mais sério estava dentro de mim, sei lá.

    Continuei vivendo minha vida, vendo meus amigos tratando de suas cabeças dentro de um consultório e sempre achava uma baboseira sem fim. Se você tem alguém em quem confia para colocar para fora as suas angústias, porque pagar por isso? Mas, cada um com seu cada qual, se você é feliz assim, ok por mim.

    Uma vez, perguntei para minha irmã, quase formada em Psicologia naquela época, como funcionava uma sessão de terapia. Primeiro de tudo, ela disse que essa conversa não faria sentido porque ela não poderia me tratar. Coisa de relações muito próximas, sabe? Tem que ser um desconhecido mesmo para te ajudar, sem julgamentos. Mas eu não estava satisfeita, queria entender mais.

    Eu e minha irmã <3

    Contei algumas questões que estava enfrentando no momento e ela me ouviu pacientemente sem dar um pio.

    Quando eu terminei, ela falou:

    “Mas o que você acha?”

    Pronto! Minha teoria estava comprovado.

    Se estou na frente da terapeuta e ela olha para mim com aquela cara blasé perguntando o que eu acho, qual é o sentido de estar lá? Posso pensar em casa sozinha, tomando meu chá, olhando para o lado de fora da janela em um dia melancólico e chuvoso, né não?

    Não. Não é não.

    Aprendi da maneira mais dura que se pode imaginar que a nossa saúde mental é coisa séria.

    Primeiro, minha irmã decidiu ir embora desse mundo e tempos depois eu me vi perdida em uma terra tão, tão distante onde vivo agora. Me descobri com depressão. Uma coisa que você não quer chamar de doença porque talvez seja só tristeza, melancolia.

    Muitas vezes mal ou não diagnosticada simplesmente por ser considerada um tabu na sociedade. Ainda nem tenho certeza do diagnóstico. Porém, estima-se que mais de 300 milhões sofram com o transtorno no mundo, 11,5 milhões no Brasil, com 800 mil mortes por suicídio a cada ano.

    Não quero tornar esse texto melancólico e pesado mas trazer luz para um problema que está nos cercando e que precisa ser falado.

    Você nunca está sozinho!

    Não importa os desafios que você já enfrentou, está vivendo agora ou vai encarar mais para frente. Sempre tem alguém bem do seu lado que pode estar vivendo algo muito parecido. Mas a verdade é que quando você está extremamente triste, não vê sentido mais na vida, tem pensamentos suicidas, não consegue tirar essa dor de não se sentir importante de dentro de você, a sensação é de completo desentendimento com o mundo a sua volta e abandono.

    Você acha que ninguém te entende e muitas vezes, as pessoas não entendem mesmo porque isso não é falado, aquela coisa de colocar para debaixo do tapete a sujeira que você não quer limpar agora. Mas essa poeira vai estar sempre lá e a gente tem que dar um jeito de se livrar dela. Aí que a terapia entra. Na sua parte mais suja que você procrastina em limpar.

    A gente não tem tempo de sentar na janela com o chá quente e pensar nas nossas questões. É uma visão muito romântica e ingênua. E, por outro lado, falar em voz alta é muito importante. Perdi a conta de quantas vezes disse uma coisa em voz alta e fiquei remoendo sobre aquilo por semanas, porque nunca tinha imaginado que eu pensava daquele jeito.

    Como tudo na vida, a gente precisa se forçar a sair da inércia e ficar cara a cara com os problemas. E, acredite, eles não vêm só em forma de boletos. O nosso cérebro é tão complexo que vamos viver a vida toda sem entender tudo o que passa ali dentro. Mas tudo bem também.

    Estar confortável com o desconforto também faz parte da vida.

    O que mais importa é se permitir olhar para dentro de si e analisar suas próprias angústias, medos, dores e até alegrias. O consultório não precisa ser um muro de lamentações, mas um lugar de autoconhecimento que a gente esquece de olhar, vai deixando de lado.

    Eu fiz isso desde aquela primeira sessão para ajudar a minha irmã no processo dela de tentar se desvendar. Hoje, já com acompanhamento de uma terapeuta, sei que nada sei. E tudo bem também.

    Desconfio das pessoas que têm certeza do que elas são. Eu mudo constantemente e tenho sido gentil comigo mesma vendo que sou uma coisa em construção. Sempre. Longe da perfeição, mas sempre buscando respostas para os meus próprios questionamentos.

    E vida que segue!

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  • Porque escolhi cursar Jogos Digitais

    Porque escolhi cursar Jogos Digitais

    Muitos me fazem essa pergunta quase que diariamente e isso começou no ano de 2012 quando escolhi cursar Desenvolvimento de Jogos Digitais pela FATEC de Carapicuíba, uma área nova que nasceu em meados de 2006 no Brasil, mas muito pouco conhecida aqui.

    Talvez esse seja o principal motivo dos questionamentos que recebo repetidas vezes. Então acredito ser essa uma excelente oportunidade para compartilhar com você que me lê, nesse novo local que aqui surgi.

    Vi nessa escolha a possibilidade de me tornar um dos primeiros alunos de jogos digitais do Brasil, por ser uma área nova, havia muito pouca procura naquele momento.

    Antes de decidir, pesquisei muito para compreender o mercado que estava entrando e realmente foi um caminho sem volta. Quanto mais me informava, mais a área me atraia. Nesse momento descobri que o desenvolvimento de jogos para desktop estava em alta e estava se tornando fonte de renda e lucro capital de muitos profissionais em países mais desenvolvidos.

    Neste momento não tive dúvidas, criar uma fonte de renda fazendo o que amo, fez meu coração acelerar. Mergulhei de cabeça! Já quando estava no 4 semestre da faculdade, escolhi o caminho dos jogos analógicos ou tabletop, como preferir.

    Jogo analógico nada mais é que jogos de tabuleiros, virei hobista em jogo analógico, mas se engana quem acha que essa foi uma escolha fácil. Depois de concluir a faculdade, consegui emprego apenas em uma área muito distante da minha formação.

    Num primeiro momento me soou estranho, mas foi a primeira porta a se abrir e não poderia deixar de aproveitar. Foi em Engenharia de Software especializada em Metodologias Ágeis para acelerar e aperfeiçoar projetos que iniciei minha carreira.

    Na minha cabeça aquilo não estava correto, me via completamente distante da minha formação e foi em uma conversa descompromissada com meu ex chefe que me ajudou a entender o quanto essa primeira experiência poderia SIM somar com minha formação para um maior desenvolvimento e um foco em produtividade.

    Essa conversa foi transformadora, abrindo um leque de oportunidades na minha vida.

    Aqueles conselhos abriram minha mente e as possibilidades quando deixei a empresa de engenharia de software no ano de 2016, foram INÚMERAS. Percebi que podia fazer mais. Foi aí que comecei a treinar novas habilidades e novos skills também em arte, negócios e até em gestão de tempo encontrei oportunidade.

    Hoje estou a caminho de concluir meu mestrado em Desenvolvimento de Jogos pela PUC-SP e estou realmente determinado a ser professor nessa área, principalmente depois de toda essa mudança que estamos vivendo.

    Inspirar futuros alunos é meu próximo objetivo.

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  • O que aprendemos com a Pandemia?

    O que aprendemos com a Pandemia?

    Nesse momento, mais do que nunca todos os meus planos de vida e principalmente os planejamentos profissionais estão sem perspectivas definida e com o surgimento das dificuldades, fique a questão, o que aprendemos com a Pandemia?

    O certo nesse caso é que por mais que estude, trabalhe e dê seu melhor, não temos mais às certezas que tínhamos antes.

    Me formei no ano de 2002 em Jornalismo e hoje, 18 anos depois, vivo um momento cheio de incertezas e boas oportunidades para reinvenção.

    Momento para se reinventar

    Seja como jornalista, filha, esposa, tia, irmã e porque não, como mulher! Transformar o meio onde vivo e plantar as sementes que desejo colher no futuro. Sementes essas que já começam a desabrochar, visto que meu MBA, nunca foi tão primordial na minha vida.

    Esse novo tempo, me mostra que a migração para o digital é quase que inevitável, uma necessidade de sobrevivência. Sem as opções de comprar, pagar e estudar, tudo seria muito dramático, o isolamento social nos ajudou a repensarmos nossas prioridades.

    Consegui adaptar minha vida e o trabalho dentro de casa, ganhei tempo para me dedicar mais ao conhecimento que tem me agregado uma força intensa nesse momento.

    Talvez você sinta preguiça a princípio, eu também senti. Faz parte do processo de adaptação. Mas quando comecei a sair da minha zona de conforto, foi quando comecei a encontrar respostas.

    Ao aprender algo novo, minha forma de pensamento identificou novas possibilidades, oportunidades começaram a aparecer, insights valiosos surgem a cada instante.

    O que aprendi com a Pandemia?

    A me dedicar mais na transformação desse momento, buscando nos livros dos mais variados temas, relendo livros antigos, agora com uma nova percepção de mundo, assistir vídeos que fazem nosso ânimos reacender.

    O cérebro é poderoso

    No documentário O Código de Bill Gates, o protagonista relata que seu hábito de leitura é o principal combustível para uma mente sempre ativa e com boas ideias.

    Assista ao vídeo:

    Seguindo essa lógica, cada livro que leio, aprendo algo novo, que me ajuda a resolver questões da vida adulta de uma forma diferente. A leitura alimenta minha sensação de curiosidade, o que tem ajudado a conduzir minha vida em tempos de pandemia.

    Para essa fase, ver germinar ideias me alegra, espero que possa encontrar algum propósito aqui e evolua para que outras pessoas também possam realizar contigo. Juntos a gente está escrevendo o futuro e realizando sonhos.

    Não desista!

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  • Como morar nos EUA mudou minha vida

    Como morar nos EUA mudou minha vida

    Eu sou Marília Munhoz, completo vinte e cinco anos em poucos dias e quem venho me tornando nessa (não tão longa) jornada deixa meu coração feliz. Não só feliz por conquistar – com muito esforço – meus objetivos e morar nos EUA, mas por, durante o caminho, evoluir psicologicamente, socialmente, emocionalmente e espiritualmente.

    Há pouco mais de três anos completei minha tão sonhada graduação em Jornalismo e preciso ser sincera, como esse momento me marcou! Foi a etapa em que mais me senti crescendo intelectualmente por todo o conhecimento compartilhado e adquirido. Foi onde abri minha caixa de Pandora de conceitos enraizados e deixei entrar a pluralidade de pontos de vista. Deixei fazer parte de mim aquilo que eu vi e ouvi, cada pessoa com quem eu aprendi.

    Pessoalmente, acho que fui corajosa em admitir muitos dos meus preconceitos, me deixar vulnerável e deixar ser educada por aqueles que tinham a experiência de uma vida. Mas engana-se você que pensa que é fácil se desvencilhar do que sempre acreditou ser verdade. É muito difícil chegar à conclusão de que a nossa própria realidade é infinitamente limitada se comparada a bilhões de realidades vividas diariamente.

    Ok. Completei minha graduação já muito orgulhosa de quem era aos 22 anos. Até eu embarcar, aproximadamente um ano depois, num avião para ir morar nos EUA.

    Vista Rockefeller Center evolua.vc
    Vista Rockefeller Center

    Se você não sabe o que é choque de realidade tente se desafiar em algo completamente novo que te tira da zona de conforto no pontapé. Pois bem, foi essa a sensação que eu tive. Senti o impacto do chute assim que afivelei o cinto para decolar e perceber que não tinha mais volta. E não teve.

    Ali naquele terminal eu deixei meus pais, minhas irmãs, minha família, meus amigos, meu gato, minhas roupas, minha comida, meu Português, parte da Marília que eu conhecia.

    Mais uma vez, assim que me deparei com a nova realidade. Morar nos EUA me abriu para a desconstrução de muitos conceitos e construção de novos que, até hoje, não acredito ter sido capaz de assimilar tanta coisa.

    E fui. E somos.

    Hoje, há dois anos longe de casa, posso dizer que construí um lar interior onde habita minha família, amigos, meus orgulhos, minhas inseguranças, minhas conquistas e alegrias, minha saudade, minha fortaleza dentro de mim mesma. Tudo habita em paz na mais completa harmonia na maior parte do tempo (às vezes sai briga de ego, mas tudo certo).

    Posso dizer que apenas recentemente alcancei um nível de maturidade muito interessante e isso me assusta até hoje. No dia em que somos capazes de olhar para si mesmos e escancarar pontos fracos para nos curarmos SOZINHOS, aí sim alcançamos um destino importante. O meu grita,

    BEM VINDA À VIDA ADULTA.

    Essa jornada é a mais perfeita roda gigante: quando se está no alto é preciso ter consciência e se preparar para o momento de estar no baixo. Quando no baixo se encontrar é obrigatório ter a certeza e tranquilidade de que o alto chegará novamente. Cíclico. Em ambas posições se perde e se ganha, mas estar a bordo da sua própria corrida é valioso e inigualável.

    É sobre diferentes altos e baixos e os desafios de morar nos EUA que eu vou falar nesse espaço e espero, junto de vocês, criar uma comunidade forte de apoio às nossas rodas gigantes particulares. 

    Vai ser um passeio lindo!

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