Em ano de eleição, o Brasil se mostra atento a interesses específicos, acendendo um alerta para a livre circulação da informação. Com denúncias recentes sobre o aumento do compartilhamento de fake news, país se projeta para baixo.
Esse acordo foi firmado ontem (28 abril 2022) em Washington e reuniu mais de 50 países com propostas que visam proteger a continuidade de uma internet livre e segura para suas nações.
Iniciativa que busca fazer frente a governos autoritários, como a Rússia, que vem restringindo o acesso a internet a sua população. Tal atitude visa interesses particulares, principalmente o controle, impedindo a livre circulação de informação.
Batizado de Declaração para o Futuro da Internet, (DFI) em tradução livre. Seu objetivo principal está em fortalecer a democracia, proteger a informação e garantir a privacidade para um mundo cada dia mais livre.
A resposta negativa do Brasil, representa retrocesso, ameaça a liberdade de expressão e o livre acesso à informação, abrindo brechas para a difusão de notícias falsas e limitando o uso da internet.
Não foram apenas as grandes nações que adotaram a declaração, países como Argentina, Chipre, Quênia e Ucrânia compõem o grupo para garantir o livre acesso à informação como prioridade.
Mesmo não sendo obrigatório, a participação busca estabelecer princípios fundamentais que chamam atenção para a importância em promover uma internet livre, gratuita, global, segura e de confiança.
https://www.youtube.com/watch?v=ZeadJJ3wfO0
Outro pilar da declaração está em apontar a necessidade de iniciativas públicas que favoreçam o acesso de qualidade a grupos menos favorecidos.
Acima de tudo a proposta não está direcionada a um país e sim na clara preocupação com a crescente censura de veículos de comunicação e vigilância ilegal de informação.
Num ano de eleições, estar atendo a questões como essa faz TOTAL diferença para um futuro próspero.
Até pode parecer impossível, na velocidade em que levamos nossas prioridades, mostra o quanto determinadoestamos.
Fiz questão de começar destacando a frase acima, de bate pronto é inspiradora, até que se analise o que está sendo dito e é aí começam os problemas. Micro decisões que desencadeiam uma imensidão de sentimentos.
A percepção do impossível, parte do medo da ruptura, do chacoalham que a vida pode dar. Velocidade nunca foi sinônimo de sucesso e sim de eficiência. Prioridade não tem plural! Determinação, isolada é tolice.
Às vezes uma frase eloquente pode esconder erros que a emoção encobre do contexto. Agora entender lhe possibilita escolher. Seguir lutando ou clicar em Esvaziar Pasta, o botão mais útil para vida?
Para usufruir melhor desse pensamento, é fundamental entender a palavra contexto, na enciclopédia livre encontra:
“circunstância em que se produz a mensagem”
Logo após entender, começamos a perceber que o ambiente influencia em uma tomada de decisão, em outras palavras, te força. Não precisa dispor de muito entendimento para saber que algo gerado a partir disso poderá resultar em problemas.
Nesse sentido, compreender é ato de bravura interna. O recomeçar assusta, não é prazeroso no curto prazo, seus benefícios só serão compreendidos por aqueles que se atrevem.
O filósofo Clóvis de Barros Filho, classifica esse ato como brio, pensar com responsabilidade. A inteligência é uma ferramenta eficiente, usá-la significa melhorar sua capacidade de pensamento, um exercício que precisa ser diário. Clique aqui e assista parte dessa aula.
Só quem observa uma manhã após dias nublados consegue enxergar novas cores. Olhar o nascer do sol pode ser muito simples para alguns, mas surpreendente para poucos.
Bem como repensar escolhas, admitir erros é o primeiro movimento do exercício para o pensamento analítico. Esse ajuste na interpretação de mundo te projeta para fora do problema e te coloca como leitor da história.
Dessa forma enquanto existe vida a transformação é possível, comece com um pequeno passo e registre o resultado desse ajuste. No cruzamento dessas informações encontra-se a nitidez da resposta e é esse o próximo assunto.
O evolua.vc, nasceu da necessidade de organização e transformação de toda uma população e isso não se limita a sexo, etnia, ideologia ou nacionalidade.
Nossa luta é por um povo cada dia mais convicto dos seus direitos e a bravura ucraniana reacendeu a necessidade de nos mantermos sempre ATENTOS para que possamos evitar erros vividos.
A história sempre nos ensina, entendê-la e ter capacidade interpretativa (falaremos mais sobre) para se colocar no lugar do outro, independente de bandeira ou ideologia é fundamental para uma evolução sadia.
Mas antes é importante pesquisar e entender o que significa a palavra FASCISTA, na enciclopédia livre, significa ideologia política, forma de pensamento ultranacionalista (falaremos mais sobre) caracterizado pelo autoritarismo, o que claramente revela um poder ditador.
Caso ouse pensar o contrário, o emprego de todo tipo de força necessária, seja ela física, econômica ou mental (persuasiva), será necessário para garantir a soberania desse pensamento. Perpetuar ídolos no poder é uma das mais clara característica fascista.
Iniciamos aqui a versão 2022, orgulhosamente batizada de O esplendor AZUL e AMARELO, com o tema, Saiba aqui identificar um Discurso FASCISTA e seus sinais clássicos conhecidos ao longo dos tempos:
1. O culto ao líder
A adoração cega e acima de qualquer suspeita faz do ‘ídolo fascista’ irrepreensível não importa qual seja a contestação.
2. O culto da guerra
Para o fascista, a guerra é uma necessidade sempre a posto, lutar pelos seus ideais contra qualquer que seja a força é um privilégio, morrer pela pátria é uma honra. Exemplos dos aclamados guerrilheiros existem aos montes.
3. Ideias de conspiração e golpe
Assombrar o povo com possíveis ameaças de um inimigo que está pronto para usurpar o poder e cercear a liberdade é uma crença firme e que em sua grande maioria acaba convencendo pela falha na educação e conhecimento.
4. Distorção de fatos históricos
A Persuasão do povo através de fatos inexistentes, como a recente popularização das fake news e fanfics, ferramentas modernas para a desinformação em prol da causa própria engana um número cada vez maior de pessoas.
Ler, estudar por conta própria SEMPRE consultando fontes confiáveis de informação e procurando entender os vários pontos de uma informação é necessário. O discurso fascista usa como base um ‘possível’ atentado ao povo ou à integridade do país, justificando com fatos FALSOS.
5. A grandeza imaginária
Uma das armas mais usadas em discursos fascistas é implantar a crença na população de que com esse ‘líder’ as pessoas estarão seguras e que tudo ficará bem, quando na verdade a realidade ao redor está desmoronando.
Esse é uma das principais armas do discurso fascista, sua eficiência é tamanha que vem sempre recheadas de promessas de um futuro próspero para uma nação à beira do caos.
IMPORTANTE,
Lembre-se, não precisa de muito para entender e conhecer a realidade do seu país. Ela está impressa a sua volta, passe a observar com mais atenção.
6. Introdução a censura
Fator de controle, NUNCA subestime a capacidade e inteligência de um discurso fascista, eles vêm sempre carregados de razões que na sua maioria nos fazem duvidar do nosso próprio entendimento de mundo.
A proibição de ações pacíficas, da liberdade de expressão, do direito de emitir sua opinião pessoal e defesa de posição, são tidos como regras para evitar conflitos. Ao menor sinal de restrições ao seu direito de falar, JAMAIS se cale, pois, para um discurso fascista TODAS as informações que não sejam para benefício PRÓPRIO são falsas!
7. Substituição de conceitos
Intervenção política, a polícia foi chamada para garantir a ordem, o emprego de força foi necessário para evitar maiores enfrentamentos, a guerra se torna uma ‘operação especial’, estamos cuidando dos nossos interesses como nação.
Desarmamento da população, o assassinato de civis e violência truculenta significa ‘desmilitarização’. Maldizer um país pela sua postura é defender interesses patriotas.
Esses foram apenas alguns dos inúmeros argumentos usados por um líder ou grupo em seu discurso fascista, entender cada vez mais sobre esses e outros pontos fazem de você um cidadão cada dia mais consciente de si e daquilo que te rodeia.
NUNCA e JAMAIS confie a NINGUÉM seu direito de escolha, esteja onde e em qual situação estiver. Antes de iniciar um diálogo, lembre-se que você é o protagonista da sua história, saber se expressar e se fazer entender são ferramentas fundamentais para uma democracia sólida.
Os primeiros passos para começar a entender o poder das decisões começa com ações simples como acordar, abrir os olhos, desligar o despertador.
Levantar e analisar se está com fome ou não.
Decidido pelo café da manhã, é hora de resolver o que comer.
Em seguida vem as dúvidas sobre roupa, cabelo. Qual meia fica melhor com aquele sapato?
Tá tudo meio combinando ou tá uma zona?
Vai assim mesmo ou escolhe outra?
Tá frio, uma decisão. Calor? Outra.
Se inicia aí as pequenas decisões do dia a dia que fazemos no automático, sem nem se dar conta. Mas será que dá para transformar as grandes decisões em algo natural, sem sofrimento? Aquelas escolhas que podem mudar a nossa vida para sempre?
Talvez, se focarmos no que realmente importa.
É aqui que começa o poder das decisões. Li o livro Essencialismo do Greg Mckeown, achei bem interessante o conceito de “cortar a sobra”, aquilo que achamos dever acumular ao longo da vida mas, na verdade, não precisamos mais.
Vai muito além de coisas materiais
Saber dizer não para aquilo que em nada acrescentará à vida é muito importante. Você pode achar que consegue dar conta de tudo, mas a verdade é que não é possível abraçar o mundo.
Decisão acertada é trocar uma coisa por outra e não tentar resolver tudo de uma vez só. Ao invés de se perguntar como fazer para tudo acontecer, o melhor caminho para quem pensa no essencial é responder a uma diferente pergunta:
Qual problema resolverei primeiro?
Tem a ver com prioridade e a própria palavra define:
condição do que é primeiro em tempo, ordem, dignidade
A palavra prioridade só ganhou versão plural no século XVIII. Até então era uma só. Agora, a gente vive com uma lista imensa e para cada tópico uma decisão deve ser tomada até se sentir tão atolado que não consegue nem sair do lugar porque tudo parece importante.
Porém, quanto maior o número de escolhas que somos forçados a fazer, pior é a qualidade de cada uma delas. A verdade é que a maioria das coisas que achamos importantíssimas não passam de barulho para nos distrair do que realmente importa.
Mas ainda me pergunto como diferenciar o que é fundamental do não-essencial. Uma dica do livro que julguei pertinente é se fazer três perguntas quando se deparar com essa lista sem fim de prioridades:
1.
O que me inspira profundamente?
2.
Em que eu sou particularmente talentoso?
3.
O que vai de encontro a uma necessidade existente no mundo?
Respondida as 3 questões acima é hora do próximo passo,
Dizer NÃO!
E isso envolve TUDO que esteja fora de contexto, sem culpa, sabendo que está escolhendo o que realmente faz sentido para você.
Se ainda assim ficar na dúvida, sobra um derradeiro questionamento. Se a resposta para “devo fazer isso?” não é “claro que sim”, a resposta é não.
Faz todo o sentido para mim. Não estar completamente certo de uma escolha, sem certeza, ignorando sua voz interior esfrega o não com todas as letras e til na sua cara.
Sei que situações tem inúmeras variáveis, mas também acredito que pensar demais faz a gente enlouquecer. Então, simplificar a tomada de decisão com apenas duas objetivas respostas (claro que sim ou não) pode aliviar muita dor de cabeça futura.
Estou bem longe de viver uma vida essencialista. Ainda acumulo muitas coisas desnecessárias e decisões desimportantes.
Não preciso de todas as canetas que tenho no potinho na minha mesa, mas já não vejo sentido em acumular um monte de roupa inutilmente.
Focar no que é essencial traz paz
É um processo que requer esforço diário para conquistar a efetiva mudança. Possível se realmente estiver disposto a fazer diferentes escolhas para atingir resultados distintos.
Metade dos problemas da vida decorrem em dizer sim depressa demais e não dizer não cedo o bastante
John Billings
Para mim, o desafio está em descobrir quando é ‘depressa demais’ e ‘cedo o bastante’ e o seu, qual é? Comenta abaixo.
Toda vez que paro pra pensar na minha infância, me vem à cabeça que eu já era uma dançarina antes mesmo de aprender a andar. A importância da arte na vida de uma criança é como o ar é para respirar.
Luriê com 5 anos /arquivo pessoal
Lembro de ficar por horas e horas dançando e cantando o mais alto que podia ao som de qualquer música que estivesse tocando.
Mas eu só fui descobrir o quanto isso seria importante pra mim anos depois. Cresci mais um pouco e chegou o dia em que eu, meus pais e meu irmão nos mudamos para Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo.
Foi uma das maiores mudanças das nossas vidas, pois a rotina que costumávamos levar se transformou rapidamente e ficamos longe da maior parte da nossa família e amigos.
Confesso que foi muito difícil no começo, houve dificuldades financeiras, muita saudade, preocupações a todo momento, adaptação na escola nova, ufa!
Mas com o tempo, a confiança e união dentro da nossa casa, fomos dia após dia superando todos os desafios. Entre todas essas transformações, uma das mais singelas e mais significativas para mim foi com certeza o espaço que a gente agora tinha na nossa casa.
Só pra você entender, em São Paulo eu tinha um corredor estreito dentro do apartamento e então, na casa nova, me via diante de um quintal enorme onde eu podia correr, brincar e o mais importante, dançar! E entender a real importância da arte na vida de uma criança.
E então chegou o dia que definiu o resto da minha vida:
O circo chegou na cidade!
Eu nunca tinha ido em uma apresentação de nenhum segmento da arte, antes desse dia. E tudo o que eu posso dizer é que eu fiquei emocionada de ver o quanto o artista é especial, como é lindo ver a magia que ele possui de despertar as mais diversas sensações em um público, de encantar, de inspirar.
Voltei pra casa e comecei a estudar e tentar reproduzir o número de contorção que tinha visto.
Conectei a dança com a flexibilidade e posteriormente com o teatro, e essa se transformou na minha principal forma de expressão. Dancei por muito tempo por conta própria, comecei a treinar flexibilidade sozinha, depois surgiu a oportunidade de fazer aulas de circo, aulas e workshops de dança, aulas de teatro e assim foi e ainda é a cada dia que passa.
Graças à arte
Eu aprendi tanto sobre mim, sobre meu corpo, sobre o palco e sobre a vida. Coisas que jamais teria contato se não fosse toda essa influencia.
Em tempos de quarentena, muitas transformações silenciosas aconteceram. Na sua, na minha e na vida de todo o mundo. Quem é pai ou mãe, por exemplo, se deparou com novos desafios: retomar velhos conhecimentos para, quem diria, virar professor-titular do próprio filho, detalhes como esse estão impressos nas novas jornadas da paternidade.
Se você já estava acostumado a acompanhar um pouco os estudos de seu rebento, se já participava um pouco, se gostava de estudar na sua época de estudante mirim e se cultiva o hábito de pesquisar e revisar sobre coisas do seu trabalho ou do seu cotidiano, tudo flui melhor.
Mas para quem delegava 100% dos estudos da criançada para os educadores, as novas jornadas da paternidade resgatam o estudante que há dentro de cada um de nós.
As aulas online e as NUMEROSAS tarefas domiciliares
Pais e filhos se viram num desafio inusitado: conciliar o “novo normal”. E um elo importante na paternidade pode ter sido renovado. Eu e meu guri, por exemplo, entre alguns percalços, trilhamos um novo caminho na escrita.
Os desafios das aulas de português estavam se intensificando com as aulas online e as tarefas domiciliares, que eram numerosas. Consegui, o desafiando constantemente, a pegar gosto por escrever, assim como eu.
No início não foi fácil
A tentação de dar “mais do que um empurrãozinho” era grande, aquela ajuda que te transforma em coautor. Mas para fomentar um pequeno futuro escritor, jamais se faz o trabalho duro pelo próprio.
Quem escreve, seja redator publicitário, como eu, webwriter, escritor, cronista ou jornalista, já está acostumado com bloqueios criativos e se deparar com incógnitas sobre por onde começar, sobre abordagens, estilísticas e tons.
Mas para um guri o vulto da inspiração é assustador.
Daniel e Pedro Wagner /foto facebook
Foram algumas horas fornecendo insights e técnicas para brotar o contador de histórias que existe dentro de cada um.
E olha só que amor este pequeno texto que meu filho criou sozinho:
Era um belo dia para passear
mas não podia
tinha que se isolar.
Eu queria muito muito mesmo brincar e pular
mas não podia
tinha que se isolar.
E quando eu fui olhar a janela de casa
tinha uma lebre e uma tartaruga a cantar
eu queria ir lá
mas não podia
tinha que se isolar.
E se não obedecesse
ia pegar uma coisa muito estranha
mas sem mais delongas
vou contar o que era
o nome era covid-19
era a explicação
porque tinha de se isolar.
ai ai
agora sim senhor
essa história acaba
mas para quem fica aí na plateia
só esperando o show acabar
tem mais cem horas para lhe contar.
Por Pedro Wagner
Mais do que um texto bonitinho
Ele já sabe escrever pequenas crônicas sobre a vida. Deixou um pai super orgulhoso, ainda mais que meu papel não tenha sido maior do que sugerir uma ou duas vírgulas e esclarecer qual era a grafia correta para “covid-19”.
CONCENTRAÇÃO em tempos de Pandemia
Para eu, que estava acostumado a tardes regadas a café, com muita produção no home office, novos paradigmas se criaram: agora era necessário conseguir altos níveis de concentração não mais ouvindo a playlist predileta, mas assistindo e ouvindo o irmão do jorel, o clarêncio e o gumball. Essas são apenas algumas das novas jornadas da paternidade.
O trabalho era frequentemente interrompido para a feitura de lanches, partidas de videogame, lutinhas e pequenas aulas sobre matemática, português, geografia, história, artes e música. Tocar escaleta, assistir às aulas do professor Peninha, dividir a mesa de trabalho.
É desafiante, mas também é muito fofo trabalhar entre abraços, com seu pequeno correndo e pulando dentro de casa o tempo inteiro.
A tentativa de gastar a energia do auge dos 9 anos para um guri que costumava passar horas a fio jogando bola na pracinha, pelo menos uma vez por semana, é completamente compreensível. A necessidade de movimento é inerente.
Home office nível HARD
São novos desafios para quem não mais divide as tardes com seus projetos apenas, mas com a existência dinâmica de uma nova vida que define os padrões do futuro.
Espero que, como pai, na humildade de meus ensinamentos, possa moldar um futuro ser humano que curta documentários, cultivar o conhecimento, a escrita, uns bons games, a leitura, a saber se divertir em suas próprias jornadas de produção intelectual.
E que saiba também gostar de música clássica, de verocai, iron maiden, pink floyd, jazz, rock e de manter sempre no auge a alegria de viver e quiçá, de empreender.
O redescobrir-se como um pai
O reencontro com si mesmo talvez não seja tão árduo para quem já está acostumado com o home office, mas para quem passa não só as manhãs e as noites com seu filho, também as tardes, pode ser uma jornada rica, desafiante e engrandecedora tanto para você, quanto para o pequeno humano que se desenvolve.
nota do editor. Enquanto trabalhava na publicação desse artigo, me deixei embalar pelas melodias da música acima.
Desde que recebi o convite para integrar o time de autores neste projeto, a frase “Almoçando coragem e jantando esperança” não sai da minha cabeça, então decidi fazer uma reflexão sobre pansexualidade.
Muitas pessoas dizem que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, mas na correria algumas pessoas acabam não tendo tempo para tomar o café da manhã, por esse motivo considero o almoço como a refeição mais importante do dia e por isso o titulo.
Infelizmente a realidade brasileira impede que muitas pessoas consigam ter essas duas refeições diariamente, mas é apenas uma metáfora. E pode apostar que voltaremos nesse tema da disparidade social por aqui.
/foto facebook pessoal
Voltando ao assunto, tenho 34 anos, sou técnico em informática e bacharel em relações públicas, atuo em projetos de uma empresa de tecnologia no departamento de marketing. Sou homem pansexual, que cresceu em uma família religiosa e que recentemente, devido à quarentena, tem aprimorado suas habilidades de organização pessoal, intensificado uma reflexão sobre pansexualidade e lidado com meu projeto de auto amor e aceitação.
Cresci em uma família maravilhosa mas que alguns assuntos não eram discutidos. Nenhum motivo aparente. Não havia uma proibição, mas eles nunca vieram à tona.
A primeira e única conversa sobre sexo que tive com meu pai foi bem depois que perdi a virgindade e só aconteceu por MUITA insistência da minha mãe. Ele chamou meu irmão e eu para o quarto, fechou a porta, nos mandou sentar e disse:
“É o seguinte, vocês já são homens feitos. Têm mãe e irmã. Não façam nada à uma mulher que não queiram que seja feito com elas! E usem camisinha“
Abriu a porta e saiu.
Minha relação com meu pai durante anos foi quase inexistente, mas com o passar do tempo resolvemos isso e hoje ele é uma das pessoas que eu mais admiro em termos de integridade, amor ao próximo, caridade e cuidado com a família.
Compartilho esse “episódio” para demonstrar como foi lidar com as reflexões, dúvidas e dores da minha sexualidade e do crescimento praticamente sozinho.
Nesse caminho encontrei um grupo de jovens que participei e trabalhei durante anos, falarei sobre isso numa próxima conversa, que foi um grande suporte e que me ajudou a estar aqui hoje fazendo uma reflexão sobre pansexualidade.
Muito cedo criei uma ideia de que estava sozinho e que não havia quase ninguém por mim nesse mundo. Isso é assustador quando se é adolescente, principalmente quando cresce sendo xingado, apanha na escola e é extorquido para que não contem a seus pais que você é gay.
Ralei bastante até aqui, na minha cabeça as outras pessoas eram melhores do que eu e se dariam bem com maior facilidade, pois não precisavam esconder quem eram e nem perder tempo se preocupando em engrossar a voz, como “andar sem rebolar” ou como se encaixar nas rodas de conversas sobre assuntos que não se interessavam, simplesmente para se sentir parte do grupo.
Trabalhei muito, tanto a parte profissional, como a emocional, até atingir o patamar que estou hoje e poder sentir ORGULHO da pessoa que SOU.
Ainda tenho muitos desafios.
Mas, mesmo antes de estar passando 24h do dia comigo mesmo, já vinha num processo de me amar mais e de me voltar para meu crescimento interno.
Comecei a fazer terapia há mais ou menos um ano (todo ser humano devia fazer, isso é sério!), tenho organizado momentos de descontração e conversas com amigas para lidar com tudo que estou vivendo durante esse momento triste de pandemia e isolamento social. Comecei a me cuidar mais fisicamente, a me exercitar para evitar problemas com sedentarismo.
Todo esse processo para continuar progredindo e evoluindo, pede que almoce CORAGEM para seguir meus dias focado em meus propósitos pessoais e profissionais e que jante ESPERANÇA a cada noite após olhar para meu dia e avaliá-lo.
A esperança não deposita a responsabilidade nos outros de que o futuro seja melhor que o presente. Ela alimenta a alma, te dando a força necessária para arregimentar sua coragem e botar a mão na massa para fazer sua parte.
Nem sempre é fácil.
Há dias em que não consigo ter as duas “refeições” como planejei ou dias em que o menu traz sentimentos diferentes dos que gostaria.
Há dias que durmo com fome, mas também há dias que deito em júbilo, agradecendo o “menu certo” e me parabenizando pela escolha.
Os fatores importantes que me levaram a entender o papel dessas “duas refeições” na minha vida foram estudar, me aceitar e principalmente entender que não há como falar de coragem sem aceitar a existência do medo.
Encarar o medo com o máximo de naturalidade possível, me deixa mais forte e mais confiante para acertar na hora de pedir minhas refeições diárias.
E você, qual cardápio escolheu hoje? Me conta ali nos comentários.
Desejar ser advogada aos 25 anos, pode parecer simplista demais, porém carreguei comigo esse sonho por muitos anos e desde muito nova já entendia a importância das mudanças, tanto internas, como na vida.
Acredito que se permitir e buscar nas pequenas conquistas tornar nossa vida melhor e o resultado é sempre positivo, independente do ângulo que escolhe olhar, a transformação acontece a todo momento à nossa volta.
Há sete anos, em 2014, tomei uma decisão que me trouxe para o lugar que hoje estou. Cursar a faculdade de Direito e canalizar meu desejo de contribuir para uma sociedade melhor me impulsionou. Ser advogada ampliou minhas possibilidades, abriu portas e inúmeras oportunidades.
Mas se engana quem acredita que o caminho até aqui percorrido foi fácil e tranquilo. Foram cinco anos de graduação que me fizeram repensar atitudes, organizar minha vida de maneira que jamais havia imaginado.
Entre os inúmeros desafios, o que mais marcou profundamente essa fase em minha vida, sem dúvidas nenhuma, foi a partida precoce do meu pai.
Pai /acervo pessoal
Me lembro como se fosse hoje, estava no quarto ano do curso de direito. Meu pai era meu MAIOR entusiasta, aquele que na arquibancada da vida vibrava com cada pequena conquista, era o que mais torcia por mim, chegando a desejar a conquista desse diploma muito mais que eu mesma.
A partir desse momento ser advogada se tornou meu principal objetivo, exercer a carreira jurídica é para mim garantir que o sonho do meu pai possa me transformar e transformar as pessoas que através do meu trabalho, possa vir ajudar.
Infelizmente ele não pode estar presente fisicamente para brindar comigo a conquista deste sonho, mas, se por um lado sua partida deixou um vazio e uma saudade irreparável, por outro me deu a coragem necessária para superar os desafios dessa caminhada.
Entre estágios em órgãos públicos, participação por dois anos no Centro Acadêmico, viagens necessárias, contato diariamente com professores e autoridades do meio jurídico corroboram na construção da profissão que hoje exerço.
Brasília /acervo pessoal
Ser mulher, do interior e sonhar em ser advogada não foi uma tarefa simples, assim como grande parte da população brasileira, enfrentei várias dificuldades financeiras para arcar com as mensalidades do curso e poder concluir minha graduação em direito.
Além de cumprir os estágios obrigatórios para conclusão do curso, trabalhava com revenda de produtos dos mais variados tipos. Todas as noites, ia à pé para a faculdade.
Num braço, cadernos e livros, no outro uma sacola enorme
Nela trazia lingeries, bijuterias, semijóias e o que mais pudesse oferecer para minhas colegas de sala. Foi a forma que encontrei de tornar meu curso viável e por mais difícil que possa parecer, não me deixava abater.
Falava com todas as meninas possíveis, seja durante os intervalos ou entre as aulas, tudo para no final do mês, garantir o dinheiro necessário para arcar com a mensalidade da minha faculdade de direito.
No coração um sonho
E após muito estudo, noites em claro, anos de dedicação obtive a tão sonhada aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil e finalmente, estava apta a ser advogada.
Objetivo atingido.
Dia da colação de grau /acervo pessoal
Olhando hoje para toda essa trajetória, a cada desafio superado vejo quanto significado ficou impresso em cada fase, acreditar em nossos sonhos e seguir sem ceder a dificuldades momentâneas é uma escolha.
Demore o tempo que for para decidir o que você quer da vida e depois que decidir não recue ante nenhum pretexto, porque o mundo tentará te dissuadir
Friedrich Nietzsche
Atualmente meus desafios são outros, um deles é viabilizar de forma simples, direta e descomplicada que conteúdo jurídico de orientação cheguem às pessoas, a fim de que TODOS saibam que leis são as armas de um povo e é essencial conhecê-las.
E essa será minha contribuição aqui, vamos juntos nessa jornada?
Aos 25 anos, mulher trans, formada em direito e dona de uma voz marcante, Gabriela vem ganhando cada vez mais destaque e atenção de empresas e veículos de comunicação.
Diretora da Transcendemos, empresa de consultoria que fundou com o objetivo de auxiliar negócios a se tornarem inclusivos. Tem como principal bandeira o valor que a diversidade e inclusão podem promover dentro do ambiente de trabalho.
Transcender é ultrapassar barreiras
Dentro do novo normal que vivemos, num momento ímpar na história da humanidade, falar sobre diversidade, inclusão, assédio e LGBTfobia, são pautas de fundamental importância para que possamos evoluir como sociedade, ultrapassando as barreiras impostas por anos de preconceitos e racismo.
Essa preocupação não é de hoje, é uma luta de anos, no ano passado a principal novela brasileira, “A dona do pedaço”, trazia uma atriz trans Glamour Garcia, interpretando a personagem Britney, que acabou ganhando a atenção e o carinho do público.
Glamour Garcia /instagram
Entre as falas marcantes de Britney, selecionamos uma que evidencia o tamanho do preconceito que esse grupo enfrenta diariamente nas mais variadas situações:
Não sou falsificada
Sou mulher de verdade. Mulher suficiente para fazer qualquer homem cair aos meus pés.
Pode parecer simples e até acabar passando despercebido por muitos, porém, quando ao se referir a uma mulher trans, é usado o adjetivo “mulher falsificada”, automaticamente se ofende e desnuda o quanto limitada uma sociedade se encontra quando o assunto é respeito a diversidade.
Por outro lado contar com uma atriz trans na principal novela da maior emissora de televisão do país é abrir portas para o diálogo, para a conscientização e entendimento de que a diversidade e inclusão são infinitamente mais ricos que o preconceito.
Ainda em 2019 uma iniciativa entre a P&G (Procter & Gamble) e o Facebook, juntou os principais nomes criativos da indústria de entretenimento do mundo para o Free the work, um projeto que busca construir um futuro inclusivo para a televisão, cinema e publicidade.
O projeto já iniciou apresentando dados que revelam o quanto a desigualdade está inserida nos mais altos cargos criativos. Das mais de 100 produtoras analisadas nos EUA e Reino Unido, foram mapeados 2.279 cargos de direção nas duas nações, apenas 90 deles são ocupados por negros.
O PODER DA DIVERSIDADE
Diversidade significa qualidade do que é diverso, diferente, variado, referindo-se diretamente a diferença, multiplicidade. Se tornando quase impossível associar tais definições a algo negativo.
Prova disso foi a Natura, que no último Dia dos Pais, liderou o topo das discussões sociais sobre diversidade e inclusão, após escolher Thammy Miranda, ator trans, para estampar uma das frentes de sua campanha para a data.
A repercussão começou após essa publicação, no dia 23 de julho, com a hashtag #MeuPaiPresente, criada pela Natura.
A discussão iniciou com ataques negativos por grupos radicais, porém horas depois uma enxurrada de positividade invadiu a internet, além das celebridades o público em massa abraçou a causa.
Debates como esse são importantes para uma maior visibilidade sobre o tema, tornando o assunto pauta do novo normal e que abre portas para uma sociedade mais fraterna e igualitária.
Por entender a importância desse debate nossa primeira roda de conversas do mês de setembro, recebe Gabriela Augusto, que vem trazer luz a importância de falarmos constantemente sobre Diversidade e Inclusão.
Demorei a entender que maturidade é uma espécie de prontidão do espírito. É estar aberto ao movimento da vida, mesmo que este movimento não corresponda, de imediato, às expectativas pessoais. E reconhecer, com leveza e gratidão, o quanto a aventura de viver é surpreendente e ilimitada.
Em novembro de 2019, ouvi pelo rádio, uma entrevista do rapper Emicida sobre a parceria entre ele e a atriz Fernanda Montenegro, para compor uma das faixas do álbum AmarElo. Montenegro, já conhecia o texto que interpretaria: o poema Ismália, publicado por Alphonsus de Guimaraens em 1910.
Encantado, Emicida, conta que ao se encontrarem no estúdio, a primeira coisa que Montenegro, fez foi se informar sobre o contexto em que o poema seria utilizado.
Depois de ouvir com atenção às propostas do rapper e da equipe, ela decidiu regravar o texto, para dar outra atmosfera à interpretação.
Aparentemente banal
Esta experiência é um exemplo de maturidade tanto do cantor quanto de atriz. Apesar da carreira incomparável. Fernanda Montenegro, 90 anos, escolheu se abrir a uma nova forma de interpretar, para ampliar seu repertório.
No território do rap.
Mesmo mais jovem, Emicida, 35 anos, reconheceu a oportunidade de aprender com aquele posicionamento de alguém que, dispõe só de carreira profissional, o dobro do que ele tem em idade.
Caso esse exemplo seja muito distante da sua realidade e aquela falsa sensação de que, “OPA! Eles são artistas e eu não”. Sugiro a leitura da conversa iniciada aqui, pelo Daniel Minoh. É uma conversa transformadora.
Um detalhe que sempre me chama atenção em histórias como as relatadas acima é a contrariedade ou um aparente impasse.
Amadurecer, de certa forma é uma relação com o tempo, no sentido de escolher adiar a satisfação imediata do desejo e experimentar o convite inesperado da vida.
Somente quando todo o arco desta aventura se completa, é que se descobre que a vida, por um caminho impensável, realizou aquele mesmo desejo antigo de um modo muito mais amplo.
A maturidade precisa ser cultivada em todas as etapas da vida, muito mais por quem já a manifesta com maior desenvoltura e frequência.
Amadurecer não é uma experiência cronológica.
Existem incontáveis idosos jovens, que nunca amadureceram e por opção, nunca amadurecem!
São imaturos e resistentes às propostas da vida.
Há muita humildade em superar a contrariedade do ego, em adiar o desejo, sem garantias de resultado.
Há muita coragem libertadora e força inspiradora no mergulho em queda livre, com a mínima possibilidade de voo, como tão lindamente conta o poema de Alphonsus de Guimaraens.
Há muitas histórias admiráveis sobre maturidade.
Quem sabe, você prefira uma minissérie? Se esse for seu caso, então, sugiro que assista: A vida e a história da Madam C. J. Walker.
Meu interesse pelo tema Maturidade não é aleatório.
É o desdobramento de uma carreira profissional longeva na área de previdência complementar. Hoje, acredito sinceramente que o novo normal só será transformador para quem, independentemente da idade, se dispuser a dançar a nova canção planetária, entoando suas grandes causas.
Penso que, assim, a maturidade deixará de ser uma experiência individual para se tornar um projeto coletivo de evolução humana. Nossa espécie precisa de soluções efetivas e mais arrojadas que somem para todas as espécies.
A maturidade talvez seja o convite para o estado da arte de ser Humano.